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Gastroenterites: como proteger-se e os cuidados a ter

5 mins. leitura

A gastroenterite é uma inflamação do revestimento do estômago e dos intestinos grosso e delgado. As causas podem estar relacionadas com vírus, bactérias ou parasitas.

O caráter e a gravidade dos sintomas variam, mas habitualmente o início da gastroenterite é súbito e acompanhado por náuseas, vómitos, cólicas abdominais e diarreia (que pode, ou não, conter sangue ou muco).

Em muitos casos, os vómitos persistentes e a diarreia causam uma perda importante de líquidos com hipotensão (queda da tensão arterial) e taquicardia (frequência cardíaca acima do normal).

A gastroenterite resolve-se, na grande maioria das vezes, sem necessidade de consultar um médico, podendo ser tratada em casa com apenas algumas medidas para alívio dos sintomas.

Convém, no entanto, estar atento a certos sinais de alarme, pois em situações mais graves podem ocorrer distúrbios hidroeletrolíticos (desidratação, alteração dos sais), lesão renal aguda ou infeção generalizada (sepsis).

Combater a gastroenterite


Causas

A gastroenterite afeta pessoas de todas as idades, mas é mais frequente em crianças.

Pode ser contraída de várias formas:

  • Por contacto com alguém que tem o vírus (contágio);
  • Por ingestão de alimentos ou líquidos contaminados;
  • Por não lavar as mãos após a ida à casa de banho ou, por exemplo, depois de mudar uma fralda.

Convém realçar que a incorreta preparação ou confeção dos alimentos, bem como a refrigeração e reaquecimento inadequado das refeições permite a proliferação dos microrganismos que podem provocar a gastroenterite aguda.

Os sintomas têm início entre um e três dias após a contaminação e, geralmente, resolvem-se no período de uma semana.

Nas crianças, a causa mais comum é um vírus chamado rotavírus. É altamente contagioso e os adultos podem ser infetados após um contacto próximo com a criança.

Também frequente é o norovírus, igualmente bastante contagioso e que ocorre, na maioria das vezes, por contaminação hídrica ou alimentar.

No caso das bactérias, as salmonelas e as E.coli estão entre as mais conhecidas da população em geral, embora haja mais bactérias potencialmente causadoras de gastroenterite.

As salmonelas têm a sua origem nos animais e são habitualmente transmitidas aos seres humanos das seguintes formas:

  • Carne de aves mal cozida
  • Ovos mal cozidos
  • Leite não pasteurizado
  • Contacto com répteis, pássaros ou anfíbios

As bactérias E.coli são também transmitidas por via de carnes mal cozidas, leite e sumos não pasteurizados e, ainda, através de água contaminada. O contágio entre pessoas é outra possibilidade, igualmente frequente.

A contaminação por parasitas intestinais pode, por seu turno, ocorrer por contacto entre pessoas, água ou alimentos contaminados.


Tratamento

Quando surge uma situação de vómitos e diarreia, a primeira coisa a fazer é ficar em casa, em repouso, até resolução dos sintomas.

Habitualmente não é necessária a toma de qualquer tipo de medicação, a não ser que os sintomas persistam ou exista risco de um problema mais sério.

Para ajudar ao alívio dos sintomas, há várias coisas que o paciente pode fazer:

  • Aumentar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. É muito importante repor os fluídos perdidos através da diarreia e dos vómitos. A principal opção deve ser a água, mas também podem ser tomadas infusões ou sumo de maçã (diluído em água). Em crianças e idosos podem ser usadas soluções de reidratação oral. A sopa também é importante, pois contém muita água;
  • Se tiver febre ou dores, tomar um antipirético do tipo paracetamol;
  • Descansar;
  • Fracionar as refeições. Embora a perda de apetite seja normal, é importante que o doente se alimente com pequenas quantidades de comida, conforme a sua tolerância;
  • Iniciar a dieta com alimentos de fácil digestão. Por exemplo, carnes de aves (cozida ou grelhada), arroz branco ou batata cozida, tostas ou pão torrado simples (ou com um pouco de compota de fruta), fruta cozida ou banana. Podem também ser ingeridos iogurtes e deve ser evitado o café e refeições com muita gordura (assados, fritos ou estufados).
  • Pode ser útil tomar probióticos (em saquetas para diluir na água, ou em comprimidos), pois ajudam a repor a flora intestinal, que é eliminada pela diarreia, e auxiliam na resolução da gastroenterite.

Não é recomendável a toma de medicamentos para parar os vómitos ou a diarreia, pelo menos sem indicação médica.

Na maioria das situações também não é necessário recorrer aos serviços de saúde, exceto quando se trata de crianças, idosos e pessoas com sistemas imunitários comprometidos (devido a doença ou à toma de determinados medicamentos).

Há, também, situações de alarme às quais se deve estar atento, designadamente as seguintes:

  • Tonturas;
  • Deixar de urinar, ou urinar em pequena quantidade;
  • Diarreia com sangue;
  • Vómitos constantes com incapacidade para tolerar líquidos;
  • Febre superior a 38.ºC;
  • Ausência de melhoria após alguns dias;
  • Ter viajado a outros países recentemente;
  • Doenças crónicas;
  • Sistema imunitário debilitado.

Nas crianças, além destas situações, deve-se estar atento a:

  • Irritabilidade e choro inconsolável, sem lágrimas;
  • Olhos encovados, “moleirinha” deprimida e pele fria;
  • Diarreia durante mais de uma semana;
  • Vómitos durante três dias, ou mais;
  • Respiração rápida/com esforço;
  • Rigidez do pescoço;
  • Manchas dispersas pelo corpo.

A gastroenterite pode espalhar-se rapidamente por outras pessoas, devido à possibilidade elevada de contágio, pelo que o doente deverá lavar as mãos com muita frequência, pelo menos até 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.


Prevenção

Como em muitos outros problemas de saúde, a prevenção é o melhor remédio para evitar a ocorrência de gastroenterite.

Embora não seja possível eliminar totalmente a possibilidade de se ser contaminado, existem alguns hábitos que podem reduzir o risco. Eis alguns conselhos:

  • Lavar as mãos adequadamente, após idas à casa de banho
  • Lavar ao mãos antes e após a preparação de alimentos, bem como depois de mudar as fraldas dos bebés;
  • Desinfeção (com lixívia) das superfícies e objetos que possam estar contaminados;
  • Lavagem das peças de vestuário e roupas da cama contaminadas, em água quente, separadas das restantes;
  • Não partilhar toalhas, flanelas, talheres ou utensílios enquanto a pessoa, ou a criança, estiver doente;
  • Lavar cuidadosamente qualquer vestígio de fezes ou vómito na sanita e desinfetar a área circundante;
  • Não utilizar os mesmos recipientes para guardar alimentos crus e cozinhados sem antes os lavar convenientemente;
  • Regular o frigorífico para 4.ºC e o congelador para, pelo menos, -17.ºC;
  • Não usar molhos e maioneses expostos à temperatura ambiente, ou ao calor, por períodos prolongados;
  • Evitar o contacto com pessoas internadas até 48 horas após o desaparecimento dos sintomas;
  • Na ausência dos sinais de alarme atrás descritos, evitar o recurso à consulta médica ou serviço de urgência, para prevenir o contágio a outras pessoas;
  • Ter cuidados acrescidos ao viajar para países com condições sanitárias precárias (por exemplo, se não tiver alternativa, ferver a água da torneira se necessitar de a beber);
  • Vacina contra o rotavírus (recentemente introduzida no Programa Nacional de Vacinação a partir de outubro de 2020, com aplicação em três doses: aos dois, quatro e 12 meses de idade);
  • Os bebés e pessoas imunodeprimidas não devem ser expostos a répteis, aves e anfíbios, que normalmente carregam a bactéria salmonela;
  • Os cuidadores de bebés e crianças devem lavar as mãos completamente com sabão e água após cada troca de fraldas. As áreas onde estas são trocadas devem ser desinfetadas;
  • Crianças com diarreia devem ser isoladas de ambientes frequentados por outras crianças saudáveis enquanto perdurarem os sintomas.

Para evitar infeções transmitidas por águas recreativas (em piscinas, por exemplo) existem, também, recomendações importantes:

  • Não ir à água se tiver diarreia;
  • Verificar com frequência as fraldas de bebés e crianças pequenas;
  • Trocar as fraldas longe da água, de preferência numa casa de banho;
  • Evitar engolir água ao nadar.

Tenha atenção aos sintomas e cuide da sua saúde!

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