Ligamos
grátis
mulher a colocar gotas nos olhos

Conjuntivite: o que deve fazer?

6 mins. leitura

Conjuntivite: causas, sintomas e tratamentos

A conjuntivite corresponde à inflamação da mucosa conjuntival. Ela pode ser causada por um vírus, bactéria ou parasita. A sua manifestação mais frequente é o olho vermelho.

Geralmente, a conjuntivite afeta mais as crianças. O seu modo de tratamento depende da origem da inflamação e da forma como se apresenta (hiperaguda, aguda ou crónica). Fique a saber mais sobre as causas, sintomas e tratamento da conjuntivite.


O que é

Já aqui dissemos que a conjuntivite se define como a inflamação da mucosa conjuntival. O seu sintoma mais evidente é o olho vermelho com hiperemia conjuntival dispersa e mais concentrada na periferia.

Além disso, são ainda frequente secreções aquosas, mucosas ou purulentas, lacrimejo, picadas e/ou ardor, prurido, sensação de corpo estranho, irritação, dor, dificuldades de acuidade visual e fotofobia.

Todos estes sinais podem contribuir para o diagnóstico de uma conjuntivite infeciosa. Porém, se a estas manifestações, se somar o facto de o doente apresentar uma história pessoal e/ou familiar de febre dos fenos, asma, eczema atópico ou rinite alérgica, então pode estar-se, mais provavelmente, perante um quadro de conjuntivite alérgica.


Tipos

Há dois grandes tipos de conjuntivite: a conjuntivite vírica e a conjuntivite bacteriana. Além de sintomas diferentes, estes tipos de inflamação possuem uma origem distinta.


Conjuntivite vírica

Geralmente, na origem da conjuntivite viral, está o adenovírus, o herpes simplex e/ou os agentes do sarampo, rubéola e varicela, entre outros. Esta inflamação pode surgir isoladamente ou no contexto de um quadro sistémico.

Trata-se de uma doença altamente contagiosa e que pode apresentar as formas de: conjuntivite folicular, febre faringo-conjuntival e queratoconjuntivite epidémica.


Conjuntivite bacteriana

Outro tipo possível de conjuntivite é o que tem origem em agentes bacterianos. Estes organismos patogénicos podem situar-se nas pálpebras, conjuntiva, canalículos, saco lacrimal, seios peri-nasais, vias respiratórias superiores, lentes de contacto e colírios ou soluções contaminadas.

As conjuntivites bacterianas podem ser: agudas, hiperagudas e crónicas.


Conjuntivite no recém-nascido

  • Conjuntivite neonatal: pode manifestar-se no primeiro mês de vida do recém-nascido.
    Devido ao sistema imunológico mais imaturo do bebé, existe o risco deste problema evoluir para sépsis, pelo que é fundamental a rápida consulta de um especialista.
  • Conjuntivite por obstrução do canal lacrimo-nasal: frequente no recém-nascido, os principais sintomas desta inflamação são lacrimejo persistente e dacriocistite crónica, com excreção de líquido mucopurulento nos pontos lacrimais.
    O tratamento passa pela massagem do saco lacrimal, usando o dedo indicador para pressionar o canalículo, deslizando para baixo. Este procedimento deve ser feito duas vezes por dia. Além disso, pode ser prescrito um antibiótico tópico.
    Na maioria das situações, este problema resolve-se no primeiro ano de vida do bebé.

Sintomas

Conjuntivite viral

  • Conjuntivite folicular: a conjuntivite folicular é o tipo de conjuntivite vírica mais comum, principalmente entre crianças. É altamente contagiosa e pode causar a infeção das vias respiratórias superiores (faringite exsudativa aguda).
    Alguns dos seus sintomas como faringite, rinite sem febre, conjuntivite ligeira uni ou bilateral podem prolongar-se durante aproximadamente duas semanas. Outra manifestação comum são as manchas pequenas, arredondadas, avasculares e de cor esbranquiçada ou acinzentada na conjuntiva palpebral inferior.
  • Febre faringo-conjuntival: este é outro tipo de conjuntivite, igualmente frequente nas crianças e altamente contagiosa.
    Durante cerca de 10 a 15 dias, é possível assistir a sintomas como conjuntivite folicular bilateral com adenopatia pré-auricular bilateral, febre, faringite, olhos vermelhos com lacrimejo/secreção aquosa, prurido, edema da pálpebra e conjuntiva, diminuição da acuidade visual, dor, fotofobia, sensação de corpo estranho e de preenchimento da pálpebra.
  • Queratoconjuntivite epidémica: também altamente contagioso, este tipo de conjuntivite atinge pessoas de todas as idades.
    Não possui sintomas sistémicos, caraterizando-se por uma conjuntivite folicular bilateral, assimétrica, com adenopatia pré-auricular e, frequentemente, queratite.
    Normalmente, é uma complicação ligeira, com duração de cerca de duas semanas. Porém, alguns casos podem evoluir desfavoravelmente, prolongando-se por meses ou anos.

Conjuntivite bacteriana

  • Conjuntivite bacteriana aguda: este género de conjuntivite é, normalmente, provocado pelo S. aureus, S. pneumoniae e H. influenza.
    Os seus principais sintomas são lacrimejo, secreções purulentas esverdeadas ou amareladas, pálpebras coladas devido às secreções, olho vermelho com hiperemia conjuntival, sobretudo na periferia, conjuntiva tarsal com pequenas e grandes papilas e sensação de corpo estranho.
    No caso das crianças, a conjuntivite bacteriana aguda é, muitas vezes, acompanhada de quadros de faringite ou de otite.
  • Conjuntivite bacteriana hiperaguda: já neste caso, a inflamação costuma ser causada por agentes como a N. gonorrhoeae e a N. meningitis, podendo surgir em qualquer idade.
    Os sintomas mais descritos são: olhos muito irritados e dolorosos, diminuição da acuidade visual, secreções purulentas e abundantes, fotofobia, adenopatia pré-auricular proeminente e alterações hemorrágicas.
  • Conjuntivite bacteriana crónica: na origem desta infeção, costumam estar agentes como o S. aureus e epidermidis e alguns bacilos Gram negativos.
    Esta conjuntivite pode manifestar-se através de blefarite ulcerativa, bordo palpebral hiperemiado e edematoso, perda de cílios, hordéolos e chalazios frequentes.

Causas

Como explicamos, há dois tipos essenciais de conjuntivite. A que é causada por um vírus (vírica) e a que tem origem numa bactéria (bacteriana).

Contudo, existe ainda a conjuntivite alérgica, bastante comum, e a qual resulta da exposição a alergénios como pólens, pêlos de animais e/ou ácaros. Outra tipologia possível, é a conjuntivite tóxica, a qual pode ser causada por fumo do tabaco, produtos de limpeza, tintas do cabelo, medicamentos, entre outros agentes e substâncias tóxicos.


Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar a conjuntivite, é necessário ter em conta a história clínica do paciente e os seus sintomas sistémicos. Para isso, é importante uma observação atenta por parte do médico, que deve ter todos os cuidados de higiene, de modo a evitar o contágio.

Conjuntivite vírica

Em caso de conjuntivite vírica, o tratamento passa pelas seguintes medidas:

  • Manter-se isolado durante 1 a 2 semanas, de modo a evitar o contágio;
  • Lavar sempre as mãos, depois de tocar nos olhos;
  • Não partilhar objetos, como toalhas;
  • Aplicar compressas frias na zona afetada, durante cerca de 1 a 3 semanas;
  • Colocar lubrificantes 4 a 8 vezes por dia, durante 1 a 3 semanas;
  • Em caso de prurido, utilizar um vasoconstritor/anti-histamínico;
  • Em caso de dor ou fotofobia, recorrer a analgésicos e/ou anti-inflamatórios orais ou tópicos.

Nota: Em caso de dor ocular intensa, visão turva ou agravamento dos sintomas, deve consultar novamente um oftalmologia.

Conjuntivite bacteriana

Em caso de conjuntivite bacteriana, o tratamento varia em função das caraterísticas das conjuntivites.

  • Conjuntivite aguda: neste caso, é essencial fazer uma higiene palpebral cuidada, com remoção de secreções, recorrendo a compressas quentes para limpeza do bordo palpebral. Além disso, podem ser prescritos pelo médico colírios, pomadas e antibióticos. É ainda importante proceder à reavaliação com um oftalmologista.
  • Conjuntivite hiperaguda: nesta situação, o especialista pode aconselhar a realização de antibioterapia sistémica e o uso de colírios fortificados.
  • Conjuntivite crónica: o controlo dos sintomas passa por uma correta higiene palpebral, através da aplicação de compressas quentes por 15 minutos, duas vezes por dia. Além disso, deve ser feita a limpeza do bordo palpebral, com um cotonete molhado numa solução própria, duas vezes por dia. Pode ser, também, recomendado, o uso de lágrimas artificiais e de antibioterapia tópica.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

Partilhe este artigo:

Obrigado pela sua preferência.

Irá receber no seu email as melhores dicas de Saúde e Bem-estar.
Pode em qualquer momento alterar ou retirar o(s) consentimento(s) prestado(s).

Receba as melhores dicas
de Saúde e Bem-estar

Precisamos do seu consentimento para envio de mais informação.