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Depressão pós-parto: sinais a que deve deve estar atenta

3 mins. leitura

A depressão pós-parto afeta uma em cada seis recém-mães. Este problema pode ser caraterizado por um estado constante de tristeza, que se prolonga por mais de duas semanas, e pelo desinteresse por atividades que, habitualmente, eram prazerosas para a mulher.

Como consequência, a recém-mãe pode sentir-se incapaz de realizar as atividades mais básicas do quotidiano. Conheça os sinais de alerta que se devem ter em atenção.


O que é a depressão pós-parto?

É normal que, nas primeiras semanas após o nascimento do bebé, a recém-mãe possa experimentar sentimentos menos positivos, como cansaço, tristeza ou preocupação, que caraterizam uma “depressão transitória” ou estado de melancolia.

Porém, se estas emoções se tornarem dominantes e se prolongarem no tempo, podemos estar perante um caso de depressão pós-parto. Tanto a gravidez, como o pós-parto, podem desgastar física e emocionalmente a mulher, tornando-a mais suscetível a estados depressivos. Apesar de esta doença ser comum, não devem ser desvalorizados os sinais.


Sintomas

Já adiantamos alguns dos sintomas que podem caraterizar uma depressão pós-parto.

Porém, estes completam a lista dos sintomas mais comuns:

  • Perda de energia;
  • Mudanças no apetite;
  • Alterações no sono;
  • Ansiedade;
  • Perda da líbido;
  • Irritabilidade e mudanças de humor;
  • Problemas de concentração, atenção e memória;
  • Inquietação e ansiedade excessivas em torno do bem-estar do bebé;
  • Sentimentos de inutilidade, culpa, vergonha, fracasso ou desespero;
  • Autoestima e autoconfiança baixas;
  • Pensamentos autoagressivos ou suicidas;
  • Sensação de sobrecarga;
  • Choro persistente, sem razão aparente;
  • Receio de magoar o bebé;
  • Dificuldades de vinculação ao bebé;
  • Dúvidas acerca da capacidade de conseguir tratar do bebé.
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Causas

Podemos considerar que a depressão pós-parto tem origem na conjugação de vários aspetos, nomeadamente biológicos, psicológicos, familiares e socioeconómicos.

Por um lado, o parto provoca diversas mudanças a nível hormonal, sobretudo devido à queda abrupta do estrogénio e da progesterona.

Por outro lado, há alterações psicológicas e sociais que podem favorecer o desenvolvimento da depressão pós-parto, assim como certos fatores de risco a considerar, nomeadamente:

  • Historial de depressão;
  • Ansiedade;
  • Complicações durante a gravidez ou o parto;
  • Parto anterior traumático;
  • Perdas gestacionais;
  • Suporte familiar insuficiente;
  • Problemas conjugais;
  • Bebés prematuros ou gémeos;
  • Gravidez indesejada.

De ressaltar que a grande maioria das mulheres que enfrentam depressão pós-parto nunca tiveram depressão anteriormente.


Tratamento

Como qualquer depressão, a depressão pós-parto também pode ser tratada, sendo para isso necessário consultar um especialista. O tratamento pode assentar em psicoterapia, mas também em fármacos que não invalidam a amamentação.

Sem acompanhamento, a depressão pode prejudicar não só a saúde da mãe, como o bem-estar e o desenvolvimento do próprio bebé.

Além do acompanhamento clínico, o apoio da família e dos amigos também é muito importante, de modo que a recém-mãe sinta que tem com quem desabafar e partilhar os seus sentimentos e emoções.

Também é recomendável que a mulher saia à rua, passeie e, sempre que possível, reserve algum tempo para si, para descansar e relaxar.


Prevenção

A prevenção da depressão pós-parto pode mesmo começar antes do parto e, até, antes da própria gravidez, consultando um médico, principalmente no caso de mulheres com histórico de depressão e ansiedade. Para isso, podem ter de responder a alguns questionários, cujos resultados determinam o encaminhamento ou não para grupos de apoio e para terapias.

Já depois do parto, é novamente importante consultar o médico, se a mulher manifestar sintomas associados a uma depressão pós-parto. Contudo, a par do acompanhamento clínico, é essencial que as recém-mães adotem algumas medidas de prevenção da depressão pós-parto, tais como:

  • Pedir ajuda, sempre que seja necessária;
  • Praticar atividade física adequada à condição pós-parto;
  • Conviver e socializar;
  • Procurar descansar e repousar, sempre que o bebé esteja a dormir;
  • Sair para passear e fazer atividades prazerosas;
  • Partilhar tarefas com outras pessoas;
  • Não valorizar críticas ou comentários depreciativos;
  • Falar abertamente sobre as suas dúvidas e sentimentos.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

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