fita laranja para a conscientização sobre a esclerose múltipla

Esclerose múltipla: saiba mais sobre esta doença

3 mins. leitura

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), a doença “afeta particularmente a mielina (uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola eletricamente as extensões dos neurónios permitindo a rápida transmissão de impulsos)”.

Devido a uma falha no sistema imunitário, a mielina é erradamente identificada como um corpo estranho e é atacada pelo próprio organismo.


Os vários tipos de Esclerose Múltipla (EM)

A Esclerose Múltipla apresenta diferentes formas e tem, também, tipos muito distintos, sendo as formas conhecidas da doença as seguintes:

EM remitente: recorrente, típica nos jovens adultos, corresponde a 85% dos casos e carateriza-se pela ocorrência de surtos sucessivos sem que haja uma progressão contínua da doença;

EM primária progressiva: corresponde a 15% dos casos e é comum nos doentes acima dos 40 anos em que a doença evolui de forma lenta, mas progressiva;

Esclerose múltipla secundária progressiva: inicia-se por surtos e, com a progressão do tempo, a doença torna-se progressiva e com agravamento clínico gradual.

Convém lembrar que a forma remitente da doença pode, ao fim de 10 a 20 anos, evoluir para uma forma secundária progressiva, em que os surtos se tornam menos frequentes, podendo ocorrer um agravamento progressivo, nomeadamente nas dificuldades na marcha.


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Sintomas da esclerose múltipla

A doença, que surge, normalmente, entre os 20 e os 40 anos de idade, portanto, entre os jovens adultos, afeta com maior incidência as mulheres. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que existam, em todo o mundo, cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença, sendo que, em

Portugal, se estima que afete mais de oito mil pessoas.

Dependendo da área do Sistema Nervoso Central que é afetada, os sintomas são muito variáveis, não havendo dois pacientes com os mesmos sintomas e estes podem mesmo variar ao longo do tempo em cada indivíduo.

De resto, os sintomas mais comuns são:

  • Fadiga;
  • Alterações na marcha;
  • Dormência nos membros;
  • Sensação de rigidez e espasmos musculares (espasticidade);
  • Problemas de visão;
  • Fraqueza;
  • Tonturas;
  • Dor;
  • Problemas intestinais e digestivos;
  • Problemas de bexiga;
  • Disfunção sexual;
  • Problemas cognitivos;
  • Depressão;
  • Alterações na fala;
  • Problemas de deglutição;
  • Tremores;
  • Convulsões;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Perda de audição.

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Diagnóstico da esclerose múltipla

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, “a diversidade de sintomas e a ausência de indicadores específicos dificultam o diagnóstico”, sendo este feito com base na observação de sintomas clínicos e através de imagens de ressonância magnética que permitem visualizar as lesões, ou seja, as cicatrizes provocadas pelos ataques do sistema imunitário à mielina.

O diagnóstico faz-se, também, pela recolha de elementos biológicos, como a análise do líquido cefalorraquidiano, colhido através de uma punção lombar.


Tratamento da Esclerose Múltipla

Sendo uma doença crónica, esta não tem cura. O tratamento da esclerose múltipla passa por diversas abordagens, desde logo a farmacológica, existindo, atualmente, uma grande oferta de medicamentos para controlo de sintomas e contenção da doença, que evitam e/ou retardam os surtos.

Entre os medicamentos mais comuns estão os corticosteroides, os imunomoduladores e os imunossupressores.

A reabilitação, nomeadamente a fisioterapia, é outra das estratégias adotadas no tratamento da esclerose múltipla, bem como a adoção de hábitos de vida saudáveis. As chamadas terapias alternativas ou não convencionais são outra resposta eficaz no que respeita à estabilização da doença e à melhoria dos sintomas mais agudos.

Um acompanhamento médico e multidisciplinar torna-se imperativo para um controlo da doença e qualidade de vida do paciente.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

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