
“Sou normal?” Uma pergunta comum
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Índice
- 1. O papel da normalidade na nossa identidade
- 2. Quando a normalidade pesa
- 3. A importância de ouvir os sinais internos
- 4. Como lidar com a pressão da norma
- 5. Saúde emocional e aceitação
- 6. Quando procurar ajuda psicológica
- 7. O processo de acompanhamento psicológico
- 8. O papel do psicólogo na sociedade atual
A pergunta "É normal?" acompanha-nos desde cedo. Desde o modo como nos sentimos até às escolhas que fazemos, procuramos frequentemente validar as nossas experiências com base na norma social.
Mas afinal, o que é “normal”? Será aquilo que é mais comum? Aquilo que os outros aprovam?
O papel da normalidade na nossa identidade
Desde a infância, somos ensinados a seguir regras de comportamento e pensamento que moldam a nossa forma de estar no mundo. Estas regras são definidas pela cultura, pelo grupo onde crescemos, pela educação e pelas experiências que acumulamos.
A normalidade acaba por ser uma referência invisível: está presente em como nos vestimos, como falamos, como reagimos a situações difíceis. Mas essa mesma referência pode tornar-se uma prisão emocional quando sentimos que não nos encaixamos nela.
Quando a normalidade pesa
Muitas vezes, experienciamos sofrimento por sentirmos que os nossos pensamentos, emoções ou comportamentos não são “normais”. Esta sensação pode gerar:
- Vergonha
- Sentimento de rejeição
- Dúvida constante
- Ansiedade
- Insegurança
Por exemplo, quando sentimos que algo no nosso trabalho ou relação amorosa não é normal. Ao não darmos ouvidos a esse sentimento, mas sentimos que ele é válido, podemos acabar numa situação em que aceitamos aquilo que, lá no fundo, consideramos inaceitável.
A importância de ouvir os sinais internos
A questão essencial pode não ser “Isto é normal?”, mas sim: “Faz sentido para mim?”
Há situações em que o desconforto é um sinal de alarme, e devemos estar atentos. Outras vezes, saber que é normal é exatamente o que precisamos, seja apenas para sentirmos alívio ou então para começarmos a lidar com a questão de uma forma mais saudável. A escuta ativa do que sentimos é o primeiro passo para o autoconhecimento e para o cuidado da saúde mental.

Como lidar com a pressão da norma
A pressão para ser “normal” pode ter efeitos silenciosos. Algumas estratégias úteis para lidar com esta pressão incluem:
- Autoaceitação e validação das próprias emoções
- Questionar crenças antigas
- Conversar e desabafar com pessoas de confiança
- Promover e fortalecer atitudes de respeito e validação em contexto social
Saúde emocional e aceitação
Aceitar aquilo que sentimos não significa resignar-nos ao sofrimento. Significa reconhecer, sem filtros, o que está presente em nós e, a partir daí, encontrar caminhos para o equilíbrio.
Essa aceitação é uma prática. Nem sempre vem naturalmente. Mas é um ponto de partida fundamental para promover o bem-estar psicológico, fundamental, também, para o bem-estar e saúde do nosso corpo.
Quando procurar ajuda psicológica
Nem sempre conseguimos responder sozinhos às perguntas mais difíceis. Quando o desconforto é constante, quando as dúvidas se tornam paralisantes ou quando o mal-estar emocional interfere com o nosso dia a dia, pode ser importante procurar ajuda profissional.
A psicologia oferece um espaço seguro para refletir sobre estas questões e desenvolver novas estratégias para lidar com os desafios do dia-a-dia.

O processo de acompanhamento psicológico
Procurar um psicólogo pode parecer difícil no início. No entanto, o processo é simples e humanizado. O acompanhamento psicológico tem como base a escuta, a empatia e a colaboração.
O psicólogo ajuda a clarificar pensamentos, emoções e comportamentos, e propõe ferramentas para que cada pessoa possa viver com mais consciência e equilíbrio. Na Souvida, as consultas são online, podendo ser realizadas no conforto de casa, e é realizada uma sessão inicial, gratuita, para ficar a conhecer o psicólogo e explicar o motivo da consulta.
O papel do psicólogo na sociedade atual
Felizmente, estamos todos mais sensibilizados para a importância da saúde mental, e, atualmente, existem muitos desafios que colocam a mesma em causa. A pressão social, os desafios emocionais, o isolamento ou o excesso de estímulos colocam, diariamente, à prova o nosso bem-estar psicológico.
No entanto, o papel do psicólogo vai além da intervenção clínica: é também o de promover a literacia emocional, desconstruir estigmas e preconceitos e incentivar relações mais saudáveis, connosco próprios e com os outros.
Conclusão
Então, o que devemos definir como normal? O normal é algo que podemos utilizar como uma bússola para a nossa vida. No fundo, é o “sim” ou “não” de “adequa-se aos meus valores?” ou “faz sentido para mim?”. Podemos adotar uma visão mais aceitadora e sem julgamentos da experiência humana, numa tentativa de vermos as coisas como elas são aos nossos olhos, e não apenas aos olhos da sociedade.
O segredo está no equilíbrio: demasiada normalização leva ao conformismo e instalação do problema, mas demasiado julgamento fecha as portas ao reconhecimento da situação, e pode levar à frustração e sofrimento. Mais importante, podemos aceitar a experiência humana sem julgamento, mesmo que não a consideremos normal. Assim, abrimos as portas ao encarar do problema. Ao reconhecê-lo, podemos dar os próximos passos para a resolução, caminhando para o bem-estar físico e psicológico, sabendo que existe ajuda profissional pronta para nos ajudar, adaptada a nós e às nossas vidas.