mãe abraçada a menino

Autismo: saiba mais sobre esta perturbação

3 mins. leitura

Indíce
  1. 1. Sintomas
  2. 2. Causas
  3. 3. Tratamento

O autismo não é uma doença, mas uma perturbação do desenvolvimento do cérebro, ou seja, o cérebro funciona de maneira diferente e as pessoas apresentam dificuldades de comunicação e interação social.

Os especialistas utilizam o termo "Perturbações do Espetro do Autismo" (PEA) como a definição de um conjunto de perturbações neuropsiquiátricas do desenvolvimento, que resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central.

Esta perturbação pode afetar pessoas de todos os géneros, nacionalidades e origens culturais e estima-se que cerca de 1% da população mundial tenha autismo.


Autismo: sintomas, causas e tratamento

O autismo é uma perturbação do desenvolvimento e embora nada diferencie fisicamente estas crianças, jovens ou adultos, a verdade é que eles podem comportar-se, comunicar, interagir e aprender de maneira diferente das outras pessoas.

As competências e capacidades variam de pessoa para pessoa e, por exemplo, algumas pessoas conseguem manter uma conversação, enquanto outras podem ser não verbais; outras podem precisar de apoio nas suas vidas diárias, enquanto outras conseguem trabalhar e viver sem quase nenhum apoio.


mãe a olhar para criança sentada no chão agarrada a peluche

Sintomas

As manifestações do autismo começam antes dos três anos de idade, sendo que as crianças apresentam dificuldades nas competências sociais, emocionais e de comunicação. A nível comportamental, estas crianças podem repetir determinados comportamentos e reagir mal a alterações nas suas atividades diárias.

Assim, alguns dos principais sintomas que caraterizam o autismo incluem:

  • Repetição de movimentos ou uso de objetos ou fala de modo repetitivo e constante;
  • Dificuldade em iniciar ou manter uma conversa com outros, partilhar interesses e interagir socialmente;
  • Dificuldade em entender os sentimentos dos outros, bem como dificuldade em falar sobre os seus próprios sentimentos;
  • Dificuldades em entender e replicar a linguagem não verbal;
  • Insistência em manter rotinas, padrões ritualizados de comportamento verbal ou não-verbal;
  • Interesses específicos com diferentes intensidades e foco;
  • Elevada ou baixa reatividade a estímulos sensoriais;
  • Evitar o contacto visual.

É importante referir que, além das dificuldades e desafios, as pessoas com autismo podem também apresentar capacidades acima da média, nomeadamente:

  • lembrarem-se dos mínimos pormenores e acontecimentos;
  • terem facilidade em aprender a ler;
  • terem capacidades excecionais no que diz respeito a música, números e arte.

menina a segurar camisola

Causas

As causas específicas do autismo não foram ainda identificadas, no entanto, a investigação das causas aponta para uma combinação de fatores genéticos, biológicos e ambientais.

Embora se saiba pouco sobre as causas específicas, as evidências disponíveis sugerem maior probabilidade de uma criança ser autista se:

  • Tiver um irmão autista;
  • Tiver determinadas condições genéticas ou cromossómicas, como síndrome do X frágil ou esclerose tuberosa;
  • A mãe tiver tido doenças durante a gravidez, tais como rubéola ou hipertiroidismo;
  • Tiverem ocorrido complicações no nascimento, nomeadamente parto prematuro, peso abaixo do normal, infeções graves neonatais, traumatismo no parto;
  • Os pais forem pais tardios.

Tratamento

Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce é essencial para ajudar a melhorar a qualidade de vida, capacidade de comunicação e a autonomia da criança.

Este tratamento deve ser acompanhado por um médico especialista e vai variar de acordo com as necessidades individuais. Existem várias abordagens disponíveis - que podem ser usadas simultaneamente ou não - e essas podem ser divididas nas seguintes categorias:

  • Comportamental;
  • Desenvolvimento;
  • Educacional;
  • Social-Relacional;
  • Farmacológica;
  • Psicológica.

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