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Cancro da próstata: tudo o que deve saber

3 mins. leitura

Cancro da próstata: fatores de risco, sintomas e tratamentos

O cancro da próstata consiste num tumor maligno da próstata, uma glândula masculina situada abaixo da bexiga e que envolve a uretra.

Este é um dos cancros mais comuns no género masculino, sendo também a segunda causa de morte por cancro mais frequente nos homens. Esta é, geralmente, uma doença silenciosa que só costuma manifestar sintomas já em estádios mais avançados.

Na origem do cancro da próstata, estão alterações ou mutações no DNA das células da próstata que se tornam mais agressivas e se começam a multiplicar de forma descontrolada e a um ritmo mais acelerado do que o normal.

O tumor maligno da próstata pode crescer localmente, invadir outros órgãos ou metastizar, atingindo órgãos mais distantes. Estes comportamentos devem-se à rápida disseminação das células malignas através do sistema linfático ou da corrente sanguínea.

O tipo de tumor maligno mais comum da próstata é o adenocarcinoma. Só em menos de 1% dos casos se trata de um carcinoma de pequenas células ou de sarcomas.


Fatores de risco

Há aspetos que podem aumentar a probabilidade de vir a ter cancro da próstata. Alguns desses fatores de risco são:

  • idade superior a 50 anos (a maior parte dos cancros da próstata surge em indivíduos com cerca de 66 anos de idade);
  • familiar próximo que tenha tido cancro da próstata;
  • raça negra;
  • níveis elevados de testosterona, a hormona masculina;
  • dieta rica em gorduras saturadas e em proteínas, como a carne vermelha;
  • obesidade;
  • exposição a poluição e/ou contacto com produtos tóxicos, químicos ou fertilizantes.

Sintomas

Como já referimos, o cancro da próstata costuma ser assintomático, dependendo da manifestação de sintomas do estádio da doença.

Estádio inicial

Quando há lugar à manifestação de sintomas, estes devem-se, sobretudo, ao aumento local do tumor e, por isso, afetam, principalmente, o funcionamento do aparelho urinário inferior.

Assim, há três grandes grupos de sintomas que podemos nomear: de esvaziamento, de enchimento e pós-miccionais.

Sintomas de esvaziamento

  • Jato urinário fraco e/ou fino;
  • Interrupção do jato (não urinar tudo de uma vez);
  • Demorar muito tempo a urinar;
  • Demorar a começar a urinar;
  • Ardor a urinar;
  • Necessidade de realizar esforço abdominal para conseguir urinar.

Sintomas de enchimento

  • Vontade súbita de urinar;
  • Incapacidade de reter a urina;
  • Aumento da frequência das micções (urinar muitas vezes);
  • Aumento do número de vezes que se urina durante a noite;
  • Dor/sensação de peso abaixo do umbigo.

Sintomas pós-miccionais

  • Sensação de não esvaziar completamente a bexiga;
  • Ficar a pingar urina no fim de urinar.

Sintomas raros

Há, ainda, sintomas menos comuns que se podem manifestar e de que são exemplo:

  • presença de sangue na urina e/ou no sémen;
  • dor frequente na parte de baixo das costas;
  • dor ao ejacular;
  • infeções urinárias;
  • retenção urinária aguda.

Estádio Avançado/Metastizado

Caso o cancro tenha metastizado para outros órgãos, podem surgir outros sintomas, tais como:

  • dores ósseas, lombares ou noutras localizações;
  • perda de peso;
  • falta de força;
  • cansaço;
  • anemia;
  • compressão da medula vertebral;
  • alteração da sensibilidade dos membros inferiores;
  • alterações intestinais e no controlo da bexiga;
  • fraturas ósseas patológicas.

Diagnóstico

A partir dos 50 anos de idade, todos os homens devem fazer o rastreio ao cancro da próstata. Contudo, quando já há história familiar desta doença, o rastreio pode ser recomendado mais cedo.

Os exames de diagnóstico permitem não só detetar a eventual presença de um tumor, como avaliar o seu grau de progressão e caraterísticas. Os principais exames complementares de diagnóstico disponíveis são:

  • toque retal (palpação da próstata para detetar a existência de nódulos ou de áreas irregulares e duras);
  • análise do PSA (antígeno específico da próstata);
  • ecografia próstatica transrectal;
  • biópsia prostática;
  • ressonância magnética nuclear (RMN)
  • tomografia computorizada (TAC);
  • cintigrafia óssea.

Tratamentos

O tratamento do cancro da próstata varia em função da fase em que a doença se encontra. Assim, a terapêutica recomendada pode ter como objetivo eliminar o cancro e curar o doente ou, nos casos já mais avançados, controlar a doença, impedindo a sua progressão e possibilitando a melhor qualidade de vida possível ao doente.

Entre os tratamentos disponíveis estão:

  • cirurgia (remoção da próstata e das vesículas seminais): prostatectomia aberta, laparoscópica ou robótica;
  • hormonoterapia (para reduzir os níveis de testosterona);
  • crioterapia;
  • radioterapia interna ou braquiterapia;
  • radioterapia externa;
  • quimioterapia.

Efeitos secundários

Todos os tratamentos do cancro da próstata podem ter efeitos secundários. Fique a conhecer alguns deles.

Prostatectomia

  • Hemorragia;
  • Aperto (estenose) do colo da bexiga;
  • Impotência sexual;
  • Incontinência urinária.
  • Radioterapia

  • Cansaço;
  • Impotência sexual;
  • Irritação ao urinar ou cistite.

Hormonoterapia

  • Diminuição do desejo sexual;
  • Cansaço;
  • Impotência sexual;
  • Aumento de peso;
  • Afrontamentos (que vão diminuindo com o tempo);
  • Diarreia;
  • Osteoporose;
  • Sensibilidade e/ou crescimento da mama;
  • Náuseas.

Quimioterapia

  • Cansaço;
  • Perda de apetite;
  • Sensação de formigueiro nas mãos e nos pés (em tratamentos prolongados).

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

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