a importância de medir a tensão arterial

Tensão Arterial: o que saber para manter-se saudável

7 mins. leitura

O que é a tensão arterial?

A tensão arterial corresponde à força com que o sangue circula pelo interior das artérias do corpo e a consequente pressão que exerce sobre as paredes destas.

Esta pressão é normal e até fundamental para que o sangue atinja o seu destino, chegando a todos os tecidos e células do organismo.

A tensão arterial tem duas medidas:

  • Tensão arterial sistólica (máxima), que corresponde ao momento em que o coração contrai, enviado o sangue para todo o corpo;
  • Tensão arterial diastólica (mínima), que ocorre quando o coração relaxa para se voltar a encher de sangue.

Guia Prático Doenças Crónicas - Medicare

Há, contudo, uma série de fatores genéticos ou ambientais que podem provocar o aumento excessivo da pressão sanguínea, fazendo aumentar a tensão arterial. Quando essa pressão se encontra elevada de forma crónica, estamos perante um caso de hipertensão arterial.

Em estado saudável, o sangue flui com facilidade pelo interior das células, sem obstáculos no seu trajeto.

Se o sangue estiver sob pressão (tensão alta), o coração é obrigado a um maior esforço, o que pode levar a que a massa muscular e o volume deste aumentem (hipertrofia). Embora, inicialmente, isso não represente um problema, com o passar do tempo a situação pode conduzir a problemas cardíacos.

Em Portugal, a hipertensão é o mais importante fator de risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e enfartes do miocárdio. Este facto deve-se à elevada percentagem de doentes cuja hipertensão não é controlada nem corrigida.


Controlar a Tensão Arterial

Aprender a “ler” a tensão arterial

A única forma de saber como está a sua tensão arterial é medindo-a. É, no entanto, necessário saber interpretar os resultados dessa medição.

A tensão arterial deve ser inferior a 120/80. Acima destes valores, aumenta o risco de doenças de coração ou de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

A hipertensão arterial é definida por graus, conforme os valores de pressão arterial encontrados, que informam da gravidade da doença e orientam a sua abordagem.

Os resultados da medição devem ser interpretados da seguinte forma:

  • Ótima: menos de 120 / menos de 80
  • Normal: 120-129 e/ou 80-84
  • Normal alta: 130-139 e/ou 85-89
  • Hipertensão (grau 1): 140-159 e/ou 90-99
  • Hipertensão (grau 2): 160-179 e/ou 100-109
  • Hipertensão (grau 3): > 180 e/ou > 110
  • Hipertensão sistólica isolada: > 140 e < 90
Tensão arterial - cálculos de medição

Para assegurar a sua fiabilidade, a medição deve ser realizada por um profissional de saúde.

Pode, no entanto, controlar a sua tensão arterial em casa, sobretudo se reage com ansiedade sempre que tem de se deslocar a um posto de saúde (a ansiedade aumenta a tensão arterial, pelo que, nalguns casos, há vantagens em fazer a medição em casa, num ambiente mais calmo e confortável).

A medição da tensão arterial deve, no entanto, ser feita com um aparelho fiável. Para garantir resultados rigorosos, siga os seguintes conselhos:

  • Evite medir a tensão após as refeições ou um esforço físico;
  • Descontraia e respire normalmente;
  • Repouse cerca de 15 minutos antes de realizar a medição;
  • Não consuma estimulantes (café, tabaco, etc.) até 30 minutos antes da medição;
  • Evite usar roupas apertadas quando estiver a medir a tensão;
  • Opte por medir a tensão no braço, pois é mais fiável do que no pulso;
  • Apoie o braço onde será feita a medição, colocando-o à altura do coração;
  • Faça 2 ou 3 medições e calcule a média;
  • Faça as medições sempre nas mesmas condições para poder comparar resultados, anotando os valores obtidos, o dia e a hora.

Hipertensão

A hipertensão, frequentemente, não tem sintomas, mas é perigosa. Por isso, é necessário controlar os níveis da tensão arterial com regularidade. Existem, no entanto, alguns sinais aos quais a pessoa deve estar atenta, pois podem indiciar tensão alta: tonturas, hemorragias nasais e dores de cabeça.

Por outro lado, a identificação da causa nem sempre é possível. Há, contudo, um conjunto de doenças que lhe estão associadas, nomeadamente a apneia do sono ou a doença renal crónica, entre outras.

De qualquer forma, existe uma série de fatores de risco que estão perfeitamente identificados e devem, por isso, ser tidos em conta:

  • Hereditariedade
  • Idade
  • Obesidade
  • Consumo exagerado de sal
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas
  • Sedentarismo (pouca atividade física)
  • Tabagismo
  • Stress
  • Alimentação desadequada

Partindo do conhecimento sobre quais são os fatores de risco é, então, possível adotar um conjunto de comportamentos que permitem uma descida dos níveis de tensão arterial.

Eis alguns conselhos para quem sofre de hipertensão (e não só):

  • Pratique exercício físico regular, de preferência que envolva movimentos cíclicos, como natação, marcha, corrida ou dança.
  • Se for hipertenso, tenha cuidado com os esforços bruscos que aumentam a tensão arterial, como levantar pesos ou empurrar objetos pesados;
  • Opte por uma alimentação saudável e evite o sal, substituindo-o por condimentos alternativos, designadamente ervas aromáticas ou sumo de limão;
  • Evite os alimentos naturalmente salgados ou aos quais tenha sido adicionado sal, como são os casos dos enchidos, enlatados, refeições pré-preparadas, aperitivos ou águas minerais com gás;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Se tiver excesso de peso, tente reduzi-lo com uma dieta moderada e prática de atividade física;
  • Coma frutas, legumes e saladas;
  • Tente reduzir o stress.

Nos casos de pessoas hipertensas, quando estes comportamentos saudáveis não são suficientes para baixar os níveis da tensão arterial, o médico irá prescrever medicação adequada às características do doente.


Tensão arterial no verão

No verão, com o calor, muitas vezes acompanhado pela redução da humidade do ar, a temperatura interna do corpo também sobe.

Para tentar reduzir este aumento da temperatura interna, o organismo transpira mais, ao passo que a redução da humidade faz com que gaste mais água na respiração.

A água perdida deve ser, por isso, reposta para manter o funcionamento normal do organismo. É, por isso, fundamental bebermos água (1,5 a 2 litros por dia).

Em caso de desidratação, ocorre uma redução do volume de sangue, dificultando a devida irrigação dos vários órgãos e tecidos corporais, que podem ficar comprometidos.

Por outro lado, para compensar a perda de volume sanguíneo, o organismo tenta reter uma maior quantidade de água e diminuir as suas perdas, reduzindo a produção de urina através da produção de uma hormona antidiurética.

Esta ação do corpo pode provocar hipertensão, pois a hormona antidiurética, além de diminuir a produção de urina, também reduz a eliminação de sódio, contribuindo para aumentar a sua concentração no sangue e, consequentemente, elevar o risco de hipertensão.

Não fica assim difícil adivinhar o que fazer em dias de calor:

  • Beba água e assegure, assim, uma boa hidratação. Se o fizer vai ajudar o seu corpo a manter o volume sanguíneo adequado e a fluidez do sangue, reduzindo o risco de hipertensão, além de inúmeros outros problemas de saúde.

Convém sublinhar, no entanto, que a água não deve ser substituída por outro tipo de bebidas, sobretudo as alcoólicas, pois o álcool tem um efeito diurético, que provoca o efeito contrário ao desejado. Ou seja, desidrata ainda mais o organismo.

Devem, também, ser evitados os refrigerantes devido à quantidade de açúcar que possuem. Embora contenham água, o seu consumo regular aumenta o risco de desenvolvimento de outras doenças, nomeadamente, excesso de peso e obesidade, diabetes e cáries, além de outros efeitos indesejáveis.

Quem não aprecia água, pode compensar a desidratação com a ingestão de chás e infusões.

No verão, é especialmente recomendado, também, o consumo de alguns alimentos que, além de água, possuem outros nutrientes importantes. Exemplos:

  • Fruta fresca
  • Vegetais frescos
  • Sopas
  • Sumos naturais de fruta
  • Leite

Tensão baixa

A hipotensão arterial é o oposto da hipertensão. Ela ocorre quando a pressão arterial desce a ponto de provocar sintomas como tonturas e desmaios.

Quando a tensão arterial é muito baixa não chega quantidade suficiente de sangue a todas as partes do corpo. Isto significa que as células deixam de receber oxigénio e nutrientes em quantidade suficiente e que os resíduos não são eliminados adequadamente.

Se a pressão arterial for mesmo muito baixa pode originar um choque e colocar a vida em risco, pois a redução do volume de sangue danifica os órgãos.

Pessoas saudáveis com pressão arterial baixa, mas ainda dentro dos limites normais, tendem a viver mais tempo do que as que têm uma tensão arterial mais alta, no limite do normal.

Habitualmente, a hipotensão arterial é causada por um ou mais dos seguintes fatores:

  • Desidratação
  • Hemorragia (perdas de sangue)
  • Doença renal
  • Arritmia
  • Bradicardia (frequência cardíaca baixa)
  • Taquicardia (batimentos cardíacos muito rápidos)
  • Problemas nas válvulas cardíacas
  • Ataque cardíaco
  • Certos distúrbios endócrinos como a doença de Addison
  • Reações alérgicas
  • Lesões na medula espinal
  • Certos medicamentos
  • Toxinas produzidas por bactérias durante certas infeções bacterianas graves
  • Fadiga
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Alimentação descuidada
  • Temperaturas altas
  • Gravidez

A prevenção é o melhor remédio para as tensões baixas. Entre as várias possibilidades, o consumo de água é uma das mais importantes para manter o corpo sempre devidamente hidratado. Além disso, é recomendável o exercício ou a atividade física.

Deve, ainda, evitar-se o calor demasiado, as roupas muito apertadas e as refeições “pesadas”.

Quando ocorre um episódio de tensão baixa, a pessoa deve deitar-se e elevar as pernas para aumentar o volume de sangue no cérebro e assim evitar o desmaio.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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