mulher com dor no pescoço

Cervicalgia: como tratar este problema

4 mins. leitura

Cervicalgia: tudo o que precisa saber

A cervicalgia pode caraterizar-se como uma anomalia nos tecidos moles (músculos, ligamentos, nervos) ou nas estruturas ósseas da coluna cervical.

Estima-se que este problema afete cerca de 29% dos homens e 40% das mulheres. Ainda assim, esta doença é menos prevalente do que a lombalgia, por exemplo.

Apesar da cervicalgia poder ter diversas causas, o envelhecimento dos discos intervertebrais está muitas vezes associado a este problema da coluna. Perceba quais os sintomas a que deve estar atento e quais os tratamentos mais indicados nesta situação.


O que é

A coluna cervical possui sete vértebras, separadas por discos intervertebrais, responsáveis pela distribuição do peso e pelo movimento. Há várias lesões que podem afetar estes discos e, assim, provocar dor e limitar os movimentos, originando a cervicalgia.

A cervicalgia pode ser temporária ou crónica, carecendo de avaliação e tratamento médico. Apesar deste poder ser um problema associado à idade mais avançada, também é possível verificar alterações degenerativas na coluna em indivíduos mais jovens.


Sintomas

De um modo geral, os sintomas associados à cervicalgia são: dor cervical, rigidez dos movimentos cervicais, formigueiro e perda de sensibilidade e de força muscular no ombro, braço, antebraço e/ou mão.

Em casos mais persistentes e severos, podem ainda surgir cefaleias, sensação de ardor na região afetada e perda de controlo dos esfínteres urinário ou do ânus.

Deve consultar de imediato um médico se sentir: febre/calafrios; cefaleia intensa ou dores espasmódicas em salvas; perturbação mental; edema; aumento ganglionar; hemorragia (ouvidos, nariz ou boca); distúrbios visuais, olfativos ou do paladar; dor axilar; ausência de pulso ou atrofia nos membros superiores; e claudicação do braço.

A sintomatologia apresentada pelo doente pode ajudar o médico a perceber se a cervicalgia deriva de um problema nas articulações, ligamentos e musculatura ou nas raízes/medula espinhal.

Cervicalgia associada a problemas nas articulações, ligamentos e musculatura:

  • Dor e rigidez de movimentos;
  • Dores musculares e nos ligamentos, localizadas e assimétricas;
  • Adoção de posturas inadequadas prolongadas;
  • Inexistência de traumatismos;
  • Agravamento dos sintomas ao fazer movimentos com o pescoço;
  • Alívio dos sintomas em repouso.

Cervicalgia associada a problemas nas raízes e na medula espinhal:

  • Dor e ardor intensos em trajeto radicular;
  • Desconforto que irradia para o trapézio ou para o braço;
  • Parestesias e fraqueza muscular, com distribuição radicular;
  • Cefaleias;
  • Agravamento dos sintomas com a hiperextensão do pescoço.

Causas

Geralmente, a cervicalgia tem origem em lesões provocadas por um traumatismo ou pelo excesso de peso sobre a coluna. Porém, a cervicalgia também pode ser uma consequência de outros problemas como tumores, infeções ou anomalias congénitas.

Como já explicámos, os discos intervertebrais têm um papel fundamental na distribuição do peso na coluna. Assim, a sua degenerescência, logo a partir dos 40 anos de idade, pode aumentar a pressão sobre as vértebras cervicais, causando cervicalgia.

Algumas atividades como os desportos de contacto e motorizados, os saltos para a piscina e as quedas ou acidentes também podem causar lesões nas vértebras cervicais e, consequentemente, cervicalgia.

Em síntese, a cervicalgia pode ter causas articulares e musculares (decorrentes ou não de um traumatismo) ou causas mecânicas, associadas a outras doenças.

Causas articulares e musculares:

  • Posturas fixas prolongadas;
  • Curvatura aumentada do tronco;
  • Flexão cervical acentuada durante longos períodos;
  • Ergonomia inadequada;
  • Prática de atividades que envolvam uma vibração contínua das mãos e dos braços.

Causas mecânicas:

  • Doenças reumáticas;
  • Infeções;
  • Tumores e lesões infiltrativas;
  • Doenças endócrinas, metabólicas e hereditárias;
  • Doenças neurológicas e psiquiátricas.

Diagnóstico

Para proceder ao diagnóstico da cervicalgia, é essencial ter em conta um exame médico, a história clínica e a avaliação da região do pescoço do paciente. Em função da gravidade e da persistência do problema, pode ser feito um estudo radiográfico, através de uma tomografia computorizada ou de uma ressonância magnética.

Alguns tipos de cervicalgia que podem ser diagnosticados são:

  • Distensão cervical: dor local, espasmos e bloqueio de movimentos, na região do pescoço, interescapular e ombros, devido a stress mecânico ou posturas inadequadas;
  • Hérnia discal aguda;
  • Síndrome do chicote/Whiplash;
  • Osteoartrose cervical.

Tratamento

Numa primeira fase, perante um diagnóstico de cervicalgia, é comum o médico recomendar a toma de analgésicos, anti-inflamatórios ou corticóides e a realização de fisioterapia para tratamento, alívio da dor e, também, correção de certos erros posturais.

Em casos mais graves, em que existe compressão da medula, por tumor ou estreitamento do canal, a cirurgia pode ser necessária.

O tempo de recuperação varia em função da origem da cervicalgia, podendo oscilar entre as 4 semanas e os 12 meses. Em algumas situações, a cervicalgia pode tornar-se crónica, principalmente quando está relacionada com o estreitamento do canal espinal e com a artrite. Estes casos podem causar fadiga, depressão ou ansiedade no doente.


Prevenção

Uma das formas de evitar a cervicalgia é corrigir os erros posturais, mantendo as costas direitas, os pés bem apoiados no chão e intercalando momentos sentados com momentos em pé e a caminhar. Durante o sono, é importante manter o pescoço alinhado e não dormir de barriga para baixo.

Para prevenir traumatismos, deve usar sempre cinto de segurança e capacete (quando se aplica) e regular o assento do carro, de maneira a manter as costas direitas. Além disso, é importante ter um peso equilibrado, adotando uma alimentação saudável e praticando regularmente exercício físico.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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