rapariga com herpes labial

Herpes: a infeção que afeta 2 em cada 3 pessoas no mundo

4 mins. leitura

Indíce
  1. 1. O que é?
  2. 2. Herpes Labial
  3. 3. Herpes genital
  4. 4. Herpes Zoster

Sabe se tem herpes? A resposta a esta pergunta não é tão simples como parece, pois, muitas vezes, esta infeção não revela sintomas ou está "adormecida".

Por isso, mesmo que a doença não se tenha manifestado, poderá ter a infeção, ou, pelo menos, ter estado em contacto com um dos vários vírus que a provocam.

Existem vários tipos de herpes, cada qual com as suas características. Saiba, a seguir, como são transmitidos e formas de evitar o contágio.


tubo com amostra de sangue para diagnóstico de Herpes simplex

O que é o herpes

O vírus Herpes simplex (HSV), mais conhecido por herpes, provoca uma infeção oral ou genital tratável, mas incurável, que se manifesta por bolhas ou úlceras dolorosas. Este vírus tem duas formas:

  • HSV-1 ou tipo 1: transmite-se sobretudo por contacto oral e causa infeções na zona labial ou oral (gengivoestomatite);
  • HSV-2 ou tipo 2: transmite-se por contacto sexual, causando herpes genital.

Segundo as últimas estimativas disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde, em 2016, a infeção por HSV-1 atingia 3,7 mil milhões de pessoas com menos de 50 anos. Já a infeção por HSV-2 afetava cerca de 491 milhões de pessoas com idades entre 15 e 49 anos.

A OMS indica também que a maioria das pessoas tem sintomas moderados ou é assintomática. A infeção é recorrente. Ou seja, quem é portador do vírus pode ficar algum tempo sem sintomas, mas a doença não está curada.

Para já, não existe cura nem vacina, mas os medicamentos ajudam a aliviar os sintomas e permitem que se possa viver normalmente com a doença. Como esta é transmissível, há que ter alguns cuidados para evitar contagiar outras pessoas. A OMS alerta também para o facto de a infeção por HSV-2 aumentar o risco de contrair e transmitir HIV.


mulher com crostas no lábio causadas pelo herpes

Tipos de herpes: quais são e como se manifestam

O vírus Herpes simplex (HSV) tem dois tipos (1 e 2), que se traduzem nas duas formas mais comuns de herpes. Já o Herpes zoster ou zona é causado pelo Varicella-Zoster, que também pertence ao grupo dos herpesvírus.

Assim, e para poder evitar ou tratar estas infeções, é importante conhecer as suas características.


Herpes labial

O herpes labial afeta a zona da boca (pele e mucosas) e a infeção primária – ou seja, o momento em que o vírus entra no organismo para aí permanecer ao longo dos anos – acontece na infância.

Os episódios de herpes podem ser desencadeados por fatores que afetem o sistema imunitário, como febre, menstruação, exposição solar, fadiga, tratamentos dentários, stress ou traumas.

A maioria das pessoas portadoras deste vírus sofre, pelo menos, dois episódios por ano, antecedidos de sintomas como ardor, comichão, formigueiro, aumento de sensibilidade, inchaço ou dormência na área que vai depois ser afetada.

O herpes labial surge, sobretudo, na superfície externa dos lábios, à volta deles ou no nariz. Manifesta-se por uma mancha vermelha que acaba por ficar coberta de pequenas vesículas; estas rompem, dando lugar a úlceras, com posterior formação de crostas, quando ocorre a cicatrização.

Além destas lesões na zona da boca, que podem causar dor e gretar, ocorre, por vezes, febre. O vírus é transmissível por toques, beijos ou partilha de objetos pessoais, como copos ou toalhas.

Para tratamento do herpes labial, são indicados medicamentos antivirais, que procuram reduzir a frequência e gravidade da situação, prevenir infeções bacterianas e reduzir o tempo de cura das lesões.


Herpes genital

O herpes genital é uma infeção sexualmente transmissível causada pelo vírus HSV-2, que, tal como o HSV-1, pode estar "adormecido" durante algum tempo. As lesões genitais ou anais são o sintoma visível desta doença.

Antes destas lesões, costuma aparecer comichão, formigueiro e dores. Entre 7 a 10 dias depois, surge uma mancha vermelha, que se transforma em bolhas e vesículas que se vão rompendo. Na fase seguinte, ficam cobertas com crostas. Durante a infeção, os gânglios linfáticos das virilhas podem inchar.

As lesões causadas pelo herpes genital podem causar disúria (ardor, dor e/ou desconforto ao urinar), retenção urinária, além de dor intensa.

A transmissão acontece quando as lesões entram em contacto com a pele de outra pessoa, mas pode também ocorrer quando não há lesões aparentes. Existem casos de mulheres grávidas que transmitem o vírus ao feto ou ao bebé durante o parto, o que pode provocar uma infeção grave e até fatal.


Herpes zoster (zona)

O herpes zoster, geralmente conhecido como zona, é uma doença causada pela reativação do Varicella-Zoster (vírus da varicela), que pertence ao grupo Herpesvirus.

Tal como acontece com outros vírus deste grupo, o Varicella-Zoster pode estar inativo durante bastante tempo. A reativação acontece com a idade (geralmente depois dos 50 anos) ou devido ao enfraquecimento do sistema imunitário.

Dor intensa e comichão são os primeiros sintomas. Após alguns dias, surgem manchas vermelhas num formato semelhante a uma faixa, que se transformam em bolhas com líquido e, posteriormente, em crostas.

A transmissão do herpes zoster pode acontecer por contacto direto, através de líquidos das bolhas, ou de forma indireta, através de objetos contaminados. Assim, quem nunca teve varicela, deve evitar o contacto com pessoas infetadas com zona e não manusear objetos usados por essa pessoa.


Outros tipos de herpes

Há oito tipos de herpesvírus, que podem ficar inativos durante algum tempo, reativando com ou sem sintomas. Além dos dois tipos de vírus Herpes simplex e do Varicella-Zoster, existem ainda:

  • Vírus Epstein-Barr (EBV): causador de problemas como encefalite, linfoma de Hodgkin, entre outros;
  • Herpesvírus humano tipo 8 (HHV-8): associado ao sarcoma de Kaposi, um tipo de cancro agressivo;
  • Citomegalovírus: provoca hepatite, por exemplo;
  • Herpesvírus humano tipo 6: causa roséola infantil, otite, encefalite;
  • Herpesvírus humano tipo 7: causa roséola infantil.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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