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Tudo o que deve saber sobre as aftas

2 mins. leitura

As aftas são pequenas feridas dolorosas (úlceras) que podem surgir em qualquer ponto da cavidade oral, nomeadamente, na língua, lábios, gengiva, garganta e face interna das bochechas.

Trata-se de lesões benignas que não costumam ter outras consequências para além da dor e do grande desconforto que provocam, pois dificultam a realização de atividades tão simples como falar e comer.

As aftas não são contagiosas e, regra geral, desaparecem de forma espontânea ao fim de uma ou duas semanas.

São mais frequentes em pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens, tendendo a diminuir a sua incidência com o avanço da idade.


Reduzir o desconforto das aftas

Causas

Na maioria das vezes, a causa das aftas não é conhecida. Parece haver, no entanto, alguns fatores que favorecem o seu desenvolvimento. São os casos da ansiedade e stress, do trauma e de alguns alimentos. Especialmente o chocolate, amendoim, café, cereais, amêndoas, morango, queijo e tomate.

Sabe-se ainda existir uma tendência para o aparecimento de aftas em pessoas da mesma família.

Eis uma lista de fatores que parecem estar associados ao seu desenvolvimento:

  • Lesão oral;
  • Ansiedade e stress;
  • Predisposição genética;
  • Certos alimentos ácidos;
  • Alterações hormonais durante o ciclo menstrual;
  • Carência de determinadas vitaminas e anemia;
  • Efeito secundário associado à toma de alguns medicamentos, nomeadamente, alguns antibióticos e corticosteroides;
  • Poucas horas de sono;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Fumar;
  • Sensibilidade ao lauril sufato de sódio presente em muitos dentífricos e elixires;
  • Deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico na dieta alimentar;
  • Diabetes descompensado;
  • Algumas doenças sistêmicas costumam provocar úlceras orais, semelhantes às aftas, nomeadamente: infeção pelo Coxsackie virus, HIV, Lúpus, Doença Celíaca, Doença de Crohn, infeção por bactéria Helicobacter Pylori.

Sintomas

Ardor (uma sensação de queimadura) e dor costumam ser os sintomas iniciais, antes do aparecimento da afta.

Ao contrário do que se possa pensar, nunca existe uma bolha. O seu aspeto carateriza-se por manchas rasas, redondas e ovais, com o centro amarelo-acinzentado e a borda vermelha.

Habitualmente são pequenas (menos de um centímetro de diâmetro) e podem surgir em grupos de duas ou três.

As maiores (mais de um centímetro de diâmetro) são menos comuns e não costumam ter um formato padrão, podendo levar várias semanas para curar. Podem mesmo deixar cicatriz.

Embora seja benigna, a afta constitui, nalguns casos, uma manifestação de doenças sistémicas.

A pessoa deve consultar o dentista ou um médico estomatologista sempre que:

  • O tamanho da afta for muito grande;
  • As aftas forem recorrentes, com o aparecimento de novas lesões imediatamente após a cicatrização;
  • Demorar mais de três semanas a cicatrizar;
  • Houver sinais de infeção na zona da afta;
  • Existirem sintomas paralelos como febre, cansaço, mal-estar, perda de peso, perda de apetite, ou qualquer outro que possa sugerir a existência de doença;
  • Existirem úlceras também nos órgãos genitais.

Tratamento

Embora as aftas desapareçam naturalmente, é normal o recurso ao tratamento para alívio da dor sempre que isso interfere com a mastigação dos alimentos e com o dia a dia da pessoa.

Habitualmente, o tratamento envolve:

  • Uso de elixires de higiene oral (sem álcool) para desinfetar a boca e evitar complicações;
  • Analgésicos e/ou fármacos locais que têm anestésicos como lidocaína, benzocaína ou procaína (géis, sprays ou soluções e comprimidos bucais muco adesivos);
  • Soluções antibacterianas ou antifúngicas para acelerar a cicatrização;

Deve haver sempre algum cuidado na adoção de tratamentos caseiros, pois alguns deles podem aumentar a inflamação e piorar ainda mais a situação.

Além disso, é aconselhável evitar o contacto com álcool, sal ou bicarbonato de sódio.

Paralelamente, a pessoa com aftas pode adotar alguns comportamentos que vão ajudar a não agravar o desconforto.

Por exemplo:

  • Preferir alimentos de fácil mastigação;
  • Evitar alimentos ácidos, quentes ou muito condimentados;
  • Utilizar uma escova de dentes macia;
  • Evitar tocar na zona afetada, mesmo com a língua, enquanto não estiver cicatrizada;
  • Manter uma boa higiene oral;
  • Tomar suplementos vitamínicos;
  • Visitar regularmente o dentista.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

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