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Síndrome de Dumping: o que é e como prevenir este problema

4 mins. leitura

Índice

  1. 1. O que é e quais as causas da síndrome de Dumping
  2. 2. Dumping precoce e tardio
  3. 3. Complicações
  4. 4. Tratamento
  5. 5. Síndrome de Dumping: o que não comer e o que comer

A síndrome de Dumping é uma condição digestiva caracterizada pela passagem excessivamente rápida de alimentos do estômago para o intestino delgado, o que pode desencadear uma série de sintomas desconfortáveis e afetar a qualidade de vida.

Apesar de não ser amplamente conhecido, este problema afeta uma parcela significativa de pessoas, especialmente aquelas que foram submetidas a cirurgias gástricas.

Estima-se que entre 20% a 50% dos indivíduos submetidos a intervenções cirúrgicas no estômago manifestem sintomas deste distúrbio.

O que é e quais as causas da síndrome de Dumping

A síndrome de Dumping faz com que os alimentos e os ácidos gástricos do estômago se movam para o intestino delgado de forma descontrolada e anormalmente rápida.

Geralmente, está associada a cirurgia gástrica por tumores do estômago ou cirurgia bariátrica.

Em casos raros, o distúrbio de Dumping pode ocorrer sem histórico cirúrgico ou outras causas óbvias.

Fatores de risco

As cirurgias ao estômago podem aumentar o risco de síndrome de Dumping.

Estes procedimentos cirúrgicos são mais comummente realizados para tratar a obesidade, mas também fazem parte do tratamento para cancro do estômago, cancro do esófago e outras condições semelhantes. Essas cirurgias incluem:

  • Cirurgia bariátrica, especialmente cirurgia de bypass gástrico ou gastrectomia vertical (sleeve gástrico), realizada para tratar obesidade mórbida;

  • Fundoplicatura, um procedimento usado para tratar a doença do refluxo gástrico e hérnia do hiato;

  • Esofagectomia, na qual é removido todo ou parte do tubo entre a boca e o estômago;

  • Gastrectomia, na qual é removido parte ou todo o estômago;

  • Vagotomia, para tratar úlceras gástricas.

mulher com cólicas

Dumping precoce e tardio

A síndrome de Dumping pode ser do tipo precoce ou tardia, com sintomas ligeiramente diferentes.

Sintomas do Dumping precoce

Os sintomas do Dumping precoce ocorrem de 10 a 30 minutos após uma refeição, especialmente após a ingestão de alimentos ricos em sacarose ou frutose.

As manifestações da síndrome podem incluir:

  • Vómito;

  • Náusea;

  • Diarreia;

  • Inchaço;

  • Tontura ou desmaio;

  • Cólicas e dores abdominais;

  • Vontade de deitar após a refeição;

  • Palpitações cardíacas e batimentos cardíacos acelerados;

  • Sensação de saciedade após comer apenas uma pequena quantidade de comida.

Sintomas do Dumping tardio

Cerca de 1 em cada 4 pessoas apresentam sintomas de Dumping tardio, que ocorrem de 1 a 3 horas após uma refeição.

A síndrome de Dumping tardio está associada a hipoglicemia, mas o mecanismo exato ainda é desconhecido. Os especialistas sugerem que a rápida absorção de hidratos de carbono exagere a resposta à insulina, mediada pela glicose.

Os sinais e sintomas do Dumping tardio podem englobar:

  • Frequência cardíaca acelerada;

  • Tontura ou desmaio;

  • Agressividade;

  • Confusão;

  • Sudorese (transpiração);

  • Fraqueza;

  • Vertigem;

  • Fadiga;

  • Fome.

Algumas pessoas podem apresentar sinais e sintomas precoces e tardios. Além disso, a síndrome de Dumping pode manifestar-se anos após uma gastrectomia.

Complicações

Em circunstâncias normais, o Dumping não é perigoso nem ameaça a vida do paciente.

Um caso grave pode causar perda rápida de peso e deficiências nutricionais, assim como diarreia persistente e não controlada, que pode causar desidratação.

No entanto, geralmente, essas complicações podem ser geridas ou prevenidas com medidas de autocuidado.

Tratamento

É possível gerir a síndrome ao mudar os hábitos alimentares. Se, mesmo assim, os sintomas forem graves e não melhorarem, o médico pode prescrever medicamentos.

Já as intervenções cirúrgicas são reservadas para pacientes que não respondem às medidas conservadoras. Se a cirurgia for a causa original do distúrbio, uma nova intervenção pode reverter a condição.

Se a síndrome de Dumping afetar gravemente a qualidade de vida do paciente, o tratamento pode envolver uma cirurgia reconstrutiva.

mulher a cortar um ovo cozido

Síndrome de Dumping: o que não comer e o que comer

Há alimentos que deve evitar para controlar melhor a síndrome de Dumping, principalmente após uma cirurgia gástrica:

  • Doces, como bolachas, guloseimas, cereais processados e sobremesas;

  • Laticínios, como leite, queijo e iogurtes;

  • Bebidas açucaradas e/ou ricas em calorias, como batidos e suplementos nutricionais líquidos;

  • Hidratos de carbono simples, como pão branco e batatas fritas.

Em alternativa, prefira alimentos com:

  • Proteínas, como ovos, carne e leguminosas;

  • Fibras solúveis, como ervilhas, laranjas e cenouras;

  • Gorduras, como abacates, peixes gordos e frutos secos;

  • Hidratos de carbono complexos, como aveia, arroz e cereais integrais sem açúcar.

Outros cuidados alimentares que ajudam a gerir os sintomas

Há outros cuidados que podem contribuir para prevenir ou gerir os sintomas da síndrome de Dumping, nomeadamente:

  • Ingerir doses pequenas e mastigar bem cada alimento;

  • Limitar a ingestão de líquidos a 120 mililitros durante as refeições para evitar a rápida passagem dos alimentos durante a digestão, permitindo a absorção dos nutrientes;

  • Fazer refeições leves com frequência ao longo do dia, para evitar sobrecarregar o estômago;

  • Evitar alimentos e líquidos muito quentes ou muito frios, uma vez que podem agravar os sintomas da síndrome;

  • Descansar 15 minutos após uma refeição, para desacelerar a passagem dos alimentos do estômago para o intestino delgado. Pode diminuir a sensação de desconforto após a ingestão de alimentos.

Estas mudanças na dieta podem ajudar. Contudo, as melhorias podem demorar várias semanas a ser notadas.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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