dois jovens com excesso de peso a fazer exercício físico

Como tratar a obesidade? Conheça os diferentes métodos

6 mins. leitura

Indíce
  1. 1. Obesidade vs. Fator de Risco
  2. 2. Tratamentos
  3. 3. Cirurgia
  4. 4. Quais as Cirurgias

O tratamento da obesidade pode passar apenas por uma mudança no estilo de vida ou envolver outros métodos, nomeadamente cirurgia.

O excesso de peso já não é um problema sem solução, que se prolonga durante anos e, por vezes, durante toda a vida. A evolução da medicina trouxe inovações que podem melhorar consideravelmente o bem-estar dos pacientes.

Conheça as diferentes opções para tratar a obesidade e saiba como se processam.


A obesidade como fator de risco

A obesidade é, por si só, uma doença, mas que origina outras. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) alerta para o facto de, nos adultos, a obesidade estar associada ao desenvolvimento de condições médicas tão diversas como:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Doenças respiratórias;
  • Doenças renais;
  • Doenças gastrointestinais;
  • Diabetes tipo 2;
  • Fígado gordo;
  • Distúrbios nas articulações, como artrite ou lombalgia;
  • Doenças oncológicas, como cancro da mama, colorretal ou do pâncreas;
  • Transtornos mentais, como ansiedade ou depressão.

Tratamentos da obesidade

Existem diferentes abordagens para tratar a obesidade. Entre elas estão a mudança do estilo de vida, reeducação alimentar, procedimentos endoscópicos ou cirurgias.

A escolha do método depende, entre outros fatores, do peso e da idade da pessoa, assim como do resultado do acompanhamento multidisciplinar, caso já esteja a ser realizado.

Seja qual for o método escolhido, há benefícios comuns. Perder peso ajuda a melhorar a saúde e a qualidade de vida, reduz o risco de morte e melhora a autoestima.

A perda de peso está também associada a mais energia, melhor mobilidade, redução de dores físicas e diminuição do risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.


rapariga a comer uma salada

Tratar a obesidade mudando o estilo de vida

O tratamento da obesidade através da mudança do estilo de vida deve ser feito mediante aconselhamento médico e multidisciplinar, recomenda o SNS. Esta é a melhor forma de atingir os objetivos sem pôr em risco a saúde. É também a melhor maneira de garantir que não volta a aumentar de peso.

Como a alimentação e o sedentarismo estão entre as causas para o excesso de peso, estes dois pontos devem merecer especial atenção.

Para manter uma alimentação saudável, é essencial adotar certos hábitos:

  • Ingerir menos calorias do que as que consome;
  • Mastigar bem e comer devagar;
  • Concentrar-se em saborear a comida e evitar fazer outras coisas enquanto come, por exemplo, ver televisão;
  • Fazer várias refeições por dia e manter padrões regulares;
  • Beber água durante o dia, evitando bebidas açucaradas.

O exercício físico integrado na rotina diária é fundamental para combater hábitos sedentários. O ideal é escolher uma atividade que lhe agrade.


Procedimentos endoscópicos para tratar a obesidade

O tratamento da obesidade pode também passar pelos chamados procedimentos endoscópicos. Ou seja, pela utilização de endoscópios, que se tratam de tubos flexíveis, que o médico manobra enquanto vê, num ecrã, o procedimento que está a realizar.

O balão intragástrico e a gastroplastia endoscópica são os métodos mais comuns para o tratamento da obesidade, através de procedimentos endoscópicos.


Balão intragástrico

O balão intragástrico (BIG) é um dispositivo com uma capacidade entre os 400 e os 1000 mililitros, que se enche com soro fisiológico. É inserido através de um endoscópio no estômago, onde ficará durante cerca de seis meses. Este procedimento é feito sob sedação e o paciente pode regressar a casa no mesmo dia.

Como o dispositivo vai ocupar espaço no estômago, a sensação de saciedade aumenta e a capacidade de ingestão e o apetite diminuem.

Este tipo de tratamento é indicado para pessoas com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40, incluindo quem é elegível para procedimentos cirúrgicos, mas que não quer ser operado. Também é usado quando os riscos da operação são elevados e é necessário perder algum peso antes da cirurgia, de modo a reduzir esses riscos.


Gastroplastia endoscópica

A gastroplastia endoscópica, ou Método Apollo, é outro procedimento que permite tratar a obesidade sem recorrer à cirurgia. Neste caso, o tamanho do estômago é reduzido através de suturas neste órgão. Este método é realizado sob anestesia geral e o doente tem alta no dia seguinte.

O objetivo é aumentar a saciedade e o tempo de digestão e, desta forma, diminuir o peso.

A gastroplastia endoscópica não tem prazo de validade. Isto é, ao contrário do que acontece com o balão intragástrico, o tamanho do estômago mantém-se durante vários anos.

Este procedimento é usado em pessoas com IMC inferior a 40, ou seja, com obesidade ligeira ou moderada.


médico faz marcações com caneta no abdómen de paciente

Cirurgias para tratamento da obesidade

Nos casos mais severos de obesidade, o recurso à cirurgia (a chamada cirurgia bariátrica) surge como a hipótese mais viável para garantir a perda de peso. Há diferentes métodos para perder peso através de cirurgias. Os mais comuns são sleeve, bypass gástrico e banda gástrica.

A cirurgia para a obesidade é recomendada quando o IMC é superior a 40 ou, nos casos em que é maior do que 35, mas em que existem outros problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, apneia de sono, problemas ortopédicos ou do sistema vascular periférico.

A cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz, com reduções entre os 36 e os 72 quilos, verificadas de forma gradual, durante um a dois anos.


Tipos de cirurgias bariátricas

As cirurgias à obesidade podem ser feitas por laparoscopia ou por cirurgia abdominal aberta, tendo como objetivo reduzir a quantidade de alimentos ingeridos.

O primeiro método consiste na inserção de um tubo através de uma pequena incisão. Na cirurgia abdominal aberta, a incisão é maior.

A laparoscopia é a opção menos invasiva e tem um tempo de recuperação mais curto, mas não pode ser usada em todos os doentes.

Além da forma como é feita a incisão, as cirurgias para a obesidade também se distinguem pelo tipo de procedimento usado:

  • Restritivo: há uma redução permanente do tamanho do estômago com ou sem desvio parcial do intestino delgado;
  • Malabsortivo: é colocada uma banda para reduzir o estômago;
  • Mistos: combinam os dois anteriores.

Quais são as cirurgias para a obesidade?

Os critérios de seleção dos doentes para tratamento cirúrgico são regulamentados pela Direção-Geral de Saúde, que se baseia nas orientações da Organização Mundial da Saúde. Assim, cabe aos médicos decidir quem pode ser sujeito a estas cirurgias e qual a mais indicada para cada caso.

Estas são as mais comuns:

  • Gastroplastia em Y de Roux (bypass gástrico): é feita geralmente por laparoscopia e consiste na separação de uma parte do estômago, através da criação de uma pequena bolsa, ligada à parte inferior do intestino delgado. Com a redução do estômago e o desvio do intestino, a sensação de saciedade aumenta e a quantidade de alimentos ingeridos é reduzida;
  • Gastrectomia em manga (sleeve): é feita a remoção de uma parte do estômago, que é transformado num tubo estreito (manga). As alterações hormonais provocadas por este procedimento aumentam a saciedade e alteram o modo como o organismo processa a glicose;
  • Banda gástrica ajustável: é colocada na parte superior do estômago para dividi-lo em duas partes, em que a superior é mais pequena do que a inferior. Assim, os alimentos passam mais devagar a caminho do intestino, diminuindo a vontade de comer. Há um tubo colocado sob a pele que permite que os médicos possam, se necessário, ajustar a banda.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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