laço azul símbolo da luta contra o cancro colorretal

O que é o cancro colorretal? Identifique os sinais de alarme

4 mins. leitura

O cancro colorretal trata-se do cancro mais comum na Europa e o terceiro mais frequente no mundo. No ano passado, foram diagnosticados mais de 10 mil novos casos de cancro do cólon e reto em Portugal.

No nosso país, é o segundo carcinoma mais frequente nas mulheres - o primeiro é o cancro da mama - e o segundo mais comum nos homens, depois do cancro da próstata, sendo a neoplasia com a mais alta taxa de mortalidade.


Cancro colorretal: causas, sintomas e tratamento

O cancro colorretal, vulgarmente chamado de cancro do intestino, é uma neoplasia que pode afetar o cólon ou o reto.

Este cancro começa com um pólipo, que resulta do crescimento anómalo do tecido epitelial na parede do intestino. No entanto, nem todos os pólipos evoluem para cancro e podem ser removidos antes de isso vir a acontecer.

Habitualmente, estes pólipos são removidos por colonoscopia antes de degenerarem. Se as células malignas identificadas no pólipo não invadirem outras camadas do órgão, a remoção do pólipo pode significar a cura.

Se os pólipos não forem removidos e evoluírem para cancro, pode dar-se a metastização, através da disseminação das células tumorais para outros órgãos.


Fatores de risco

Se há fatores de risco que não podem ser evitados, como a história familiar e a idade, outras condições que estão na origem do cancro colorretal podem ser alteradas para prevenir a doença.

Alimentação

O consumo de carnes vermelhas e de gorduras de origem animal aumentam o risco de desenvolvimento do cancro do cólon e reto, enquanto que o consumo de fibras tem um efeito protetor.

Uma dieta equilibrada e que privilegie o consumo de frutas e vegetais é essencial na prevenção deste cancro.

A obesidade é outra condição que multiplica o risco de desenvolver a doença.

Sedentarismo

A incidência do cancro colorretal é maior entre as pessoas que não praticam exercício físico, sendo a vida sedentária uma das principais causas do cancro do intestino.

Consumo de tabaco e de bebidas alcoólicas

Os fumadores correm um risco 30 a 40% maior de vir a sofrer de cancro colorretal, sendo que o consumo de álcool aumenta significativamente a possibilidade de desenvolver a doença.

laço azul símbolo da luta contra o cancro colorretal

Idade e género

Apesar de poder surgir em qualquer idade, cerca de 90% dos cancros do cólon e reto são diagnosticados em pessoas a partir dos 50 anos. Atingindo homens e mulheres, a prevalência é maior nos homens.

Fatores genéticos e história familiar

As pessoas que sofrem de polipose adenomatosa familiar ou de síndrome de Lynch têm um risco acrescido de vir a sofrer de cancro colorretal.

Ter na família vários casos de cancro colorretal (nomeadamente, se afetou pais e/ou irmãos) é outro fator de risco, embora cerca de 85% dos casos de cancro do cólon e reto não tenham qualquer relação com a história familiar.

História de doença inflamatória

Estes pacientes devem realizar rastreio, uma vez que o risco de cancro colorretal depende de vários fatores, como localização da doença, idade do diagnóstico e demais patologias associadas.


Sintomas

Numa fase inicial da doença, o cancro colorretal pode não apresentar sintomas, o que, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva, “realça a importância do rastreio (ou seja, fazer um exame sem ter queixas)”.

Quando provoca sintomas, os mais frequentes são:

  • Perda de sangue nas fezes;
  • Dor de barriga;
  • Cansaço fácil, fadiga;
  • Alteração prolongada daquele que é o padrão habitual do funcionamento do intestino. Por exemplo, obstipação numa pessoa que, normalmente, tem um funcionamento regular ou diarreia em alguém que, habitualmente, tem prisão de ventre;
  • Perda de peso não intencional;
  • Anemia.

Diagnóstico

Alguém que apresente estes sintomas deverá procurar ajuda médica. O especialista, provavelmente, recomendará a realização de uma colonoscopia. Este exame permite fazer o diagnóstico do cancro colorretal, quer através da visualização do intestino, quer pela realização de biópsias, que são feitas durante o exame.

Os pólipos encontrados poderão ser removidos durante a colonoscopia. Posteriormente, e em prol de um diagnóstico de cancro, poderão ser feitos outros exames como uma tomografia computorizada (TAC) ou ressonância magnética.

Não havendo sintomas, a pessoa será incluída no Programa de Rastreio do Cancro do Cólon e Reto, da responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

As pessoas entre os 50 e os 74 anos serão convocadas para a realização desse rastreio, que será feito através da realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Caso a pesquisa seja positiva, deverá ser feita uma colonoscopia.


Tratamento

O tratamento do cancro colorretal depende de vários fatores, nomeadamente do estadiamento da doença e o estado geral do doente, além de outras doenças que tenha.

Tratamentos endoscópicos, cirurgia, quimioterapia e radioterapia são as várias opções disponíveis e, muitas vezes, usadas em conjunto.

O tratamento, de base hospitalar, obriga à existência de equipas multidisciplinares que envolvem médicos de várias especialidades, como Gastrenterologia, Cirurgia, Oncologia Médica, Radioterapia, Anatomia Patológica e Imagiologia.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico. Encontre aqui profissionais de saúde perto de si.

Contribua com sugestões de melhoria através do nosso formulário online.

Partilhe este artigo:

Obrigado pela sua preferência.

Irá receber no seu email as melhores dicas de Saúde e Bem-estar.
Pode em qualquer momento alterar ou retirar o(s) consentimento(s) prestado(s).

Receba as melhores dicas
de Saúde e Bem-estar

Precisamos do seu consentimento para envio de mais informação.
Artigos relacionados:
Ver mais