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Cefaleias: conheça esta patologia e saiba como tratar

6 mins. leitura

Cefaleias: sabe mesmo o que são?

O termo cefaleia refere-se a um incómodo ou dor de cabeça, habitualmente associado a outros sintomas. A Classificação Internacional de Cefaleias contempla 14 tipos (entre eles a enxaqueca) e mais de 200 formas diferentes.

Porém, de um modo geral, podemos separar as cefaleias em dois grupos distintos: o das cefaleias primárias (ou idiopáticas) e o das cefaleias secundárias (ou sintomáticas).

Aproximadamente 90% das cefaleias são consideradas primárias, ou seja, não são consequência de outras doenças ou problemas de saúde.

Por outro lado, as ditas cefaleias secundárias podem ser um sintoma de outras doenças, nomeadamente, do sistema nervoso ou de outros órgãos do corpo. Eis algumas patologias que podem provocar cefaleias: gripe, intoxicação ou abstinência alcoólica, pequenos traumatismos cranianos, hipoglicemia (baixa de açúcar), hipertensão arterial, meningites, tumores e aneurismas.

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Tipos de cefaleias

Há alguns tipos de cefaleia que merecem destaque e que vale a pena ficar a conhecer mais em pormenor.


Cefaleia de tensão

Este é o tipo de cefaleia primária mais prevalente. É descrita como uma dor ligeira a moderada, que exerce uma espécie de pressão na cabeça, como se estivéssemos a usar um capacete muito apertado.

Em alguns casos, podem surgir outros sintomas associados como náuseas; fonofobia (intolerância ao ruído); contração dos músculos do pescoço e dos ombros.

De uma maneira global, pode dizer-se que este tipo de cefaleia se distingue da enxaqueca, por exemplo, por ser bilateral e ter um nível de intensidade mais baixo.

Em termos de duração e de frequência, a cefaleia de tensão pode ser:

  • episódica/pouco frequente (ocorre menos de 1 dia por mês);
  • episódica/frequente (ocorre 1 a 15 dias por mês);
  • crónica (ocorre mais de 15 dias por mês).

Enxaqueca

A enxaqueca é um tipo de cefaleia primária, caraterizada por episódios agudos que ocorrem pontualmente. A dor provocada pode ser descrita como:

  • Pulsátil: latejar na zona da cabeça, impeditivo da realização de movimentos bruscos, sobretudo com a cabeça.
  • Hemicraniana: a dor concentra-se em apenas um lado da cabeça e pode haver lugar a náuseas; vómitos; e intolerância à luz (fotofobia), ao ruído (fonofobia) e a alguns cheiros. O repouso num lugar silencioso e escuro é um dos métodos de alívio desta dor.
  • Estas crises de enxaquecas podem durar horas a dias, sendo intercaladas por períodos em que as pessoas não manifestam qualquer dor ou desconforto na cabeça. Porém, trata-se de episódios bastante incapacitantes, impedindo muitas vezes os doentes de estudar ou trabalhar.


    Enxaqueca com aura

    Outro tipo de cefaleia é a enxaqueca com aura que afeta cerca de 15% dos doentes com enxaqueca. Os seus sintomas são semelhantes aos da enxaqueca sem aura, havendo neste caso sintomas neurológicos transitórios, com origem em determinadas zonas do encéfalo.

    As auras podem caraterizar-se por uma perda momentânea de visão, num dos lados do campo visual; pela turvação das imagens; pela perceção de pontos luminosos, de figuras geométricas ou de zig-zags brilhantes; por formigueiro ou dormência de um lado da face ou das mãos; por dificuldade em falar; por paralisia passageira de membro(s).

    Estas manifestações antecedem a dor de cabeça propriamente dita e podem prolongar-se durante 10 a 30 minutos.


    Cefaleia em Salva

    Este é um tipo raro de cefaleia, caraterizado por dor ocular e para-orbitária muito intensa. Atinge um só lado da fronte e pode manifestar outros sintomas como lacrimejo, queda da pálpebra superior, olho vermelho, pupila pequena e rinorreia (corrimento nasal).

    Pode durar cerca de 30 minutos e, ao contrário da enxaqueca que é 2 a 3 vezes mais prevalente no sexo feminino, a cefaleia em salva afeta mais os homens, principalmente os jovens adultos.

    Estes episódios podem repetir-se por dias e semanas, podendo desaparecer durante meses ou, mesmo, anos. São mais frequentes no início da madrugada e em estações como a primavera e o outono.


    Causas

    Enquanto as cefaleias secundárias têm como causa outras doenças, as primárias podem possuir várias origens que variam de pessoa para pessoa. Alguns dos motivos para o seu surgimento podem ser: consumir certos alimentos; tomar determinados fármacos; menstruar; passar muitas horas em jejum; praticar exercício físico de forma muito intensa; não ingerir cafeína na quantidade que é habitual; estar sob stress ou depressão; ter alterações do sono; entre outras razões possíveis.

    No fundo, estes diferentes fatores provocam uma combinação de processos a nível cerebral, como a excitação/depressão das células; a dilatação das artérias e a libertação de substâncias químicas que vão, então, causar a cefaleia.

    Acredita-se que há pessoas mais suscetíveis a certos estímulos ambientais e orgânicos, capazes de causarem, por exemplo, enxaqueca. Além disso, a hereditariedade e a genética são outros aspetos que podem explicar uma certa tendência para ter cefaleias.


    Diagnóstico

    O diagnóstico deste problema de saúde deve ser feito por um médico, que terá em conta a história clínica do doente; o seu exame físico, nomeadamente neurológico, entre outros meios complementares de diagnóstico que sejam necessários.


    Tratamento e prevenção

    As cefaleias, e nomeadamente as enxaquecas, não têm cura, mas podem ser tratadas. Além de fármacos, existem comportamentos que podem ajudar a diminuir a regularidade, duração e intensidade destes episódios.

    Para tal, é importante que cada doente registe as suas crises e consiga estabelecer uma ligação entre elas e determinados comportamentos, de modo a melhor conseguir identificar o fator ou fatores relacionados com o surgimento das cefaleias.

    Assim, perante uma manifestação de enxaqueca, o doente deve ser capaz de atuar em dois momentos distintos.

    Tratamento sintomático (crise aguda)

    Primeiro, no momento de crise, deve procurar um local silencioso e escuro para se deitar e aplicar algo frio na zona que lhe dói. Paralelamente, deve tomar os fármacos recomendados pelo médico para estas situações e que podem ser analgésicos simples, anti-inflamatórios e/ou triptanos (agonistas da serotonina).

    Tratamento profilático

    Após a crise, o doente deve procurar identificar o fator causador da mesma e, sempre que possível, evitar esse fator. Caso não seja possível, pode ser preciso recorrer a fármacos de uso diário que ajudem a reduzir a frequência, duração e intensidade destes episódios.

    Naturalmente, que este como outros aspetos do tratamento devem ser discutidos com o seu médico de família.

    A prevenção das cefaleias passa por evitar os seus fatores desencadeadores que, como dissemos, variam de pessoa para pessoa. Identificar a causa ou causas para as suas cefaleias é o primeiro passo para conseguir evitá-las.


    Cefaleias na criança e no adolescente

    Talvez não saiba, mas as cefaleias são um problema comum nas crianças e nos adolescentes, sendo mesmo uma das principais causas de absentismo escolar. Na infância, as cefaleias mais comuns são a enxaqueca e a cefaleia de tensão. Aproximadamente 5% dos adolescentes já tiveram enxaqueca e 15% já sofreram de cefaleias de tensão.

    De acordo com os estudos, a prevalência das cefaleias, em função da idade, é a seguinte:

    • Crianças com 3 ou mais anos de idade: 3% a 8%;
    • Crianças com 5 anos: 19,5%;
    • Crianças com 7 anos: 37% a 51%;
    • Adolescentes dos 13 aos 15 anos: 70% a 80%.

    A tendência é para que a cefaleia desapareça na adolescência, no caso dos rapazes. Por outro lado, pode tornar-se mais frequente nas raparigas adolescentes, devido às alterações hormonais.


    Sintomas

    Na infância, os sintomas de cefaleia podem ser menos intensos e atingir outras zonas da cabeça, sendo importante estar atento a sinais indicativos de dor, como a criança fechar os olhos; fugir da luz; ficar muito quieta; ...

    No que respeita às possíveis causas e tratamentos da cefaleia infantojuvenil, as informações relativas aos adultos são também aplicáveis ao caso das crianças e dos adolescentes.


    Quando ir ao pediatra

    Quando a frequência das cefaleias é elevada ou o nível de dor demasiado intenso, é importante levar a criança ou o adolescente ao médico. Há, ainda, outras situações que carecem de avaliação clínica, a saber:

    • a criança acordar com dor de cabeça;
    • a dor situar-se na parte de trás da cabeça;
    • a criança ter menos de 6 anos de idade;
    • haver outros sintomas associados como febre, vómitos, alterações da visão, mudanças de comportamento, dificuldades na marcha,...
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