palavra sépsis escrita em tábua de madeira

Sépsis como detetar e agir contra esta ameaça invisível

4 mins. leitura

Indíce
  1. 1. O que é?
  2. 2. Fatores de Risco
  3. 3. Sintomas e Tratamento
  4. 4. Prevenção

A sépsis é uma reação exagerada e violenta a uma infeção, atacando os órgãos e tecidos do corpo.

Esta situação pode evoluir para um choque séptico e conduzir à morte.

Muitas vezes, a resposta inflamatória generalizada instala-se sem que a pessoa dê por isso. Como tal, é essencial saber identificar os sinais e adotar alguns cuidados preventivos, que pode ficar a conhecer neste artigo.


mulher encosta mão na testa de um homem para sentir a febre

Sépsis: o que é?

A sépsis acontece quando as toxinas produzidas por determinadas bactérias fazem com que as células libertem citocinas, ou seja, uma substância que provoca a inflamação.

No que toca aos organismos que mais frequentemente se desenvolvem num processo de septicemia, destacam-se o staphylococcus aureus (estafilococo), escherichia coli (E. coli) e alguns tipos de streptococcus.

Apesar de as citocinas terem como função proteger o organismo de uma agressão, neste caso, têm efeitos nocivos, causando, nomeadamente, a dilatação dos vasos sanguíneos e a diminuição da pressão arterial. As citocinas podem, ainda, levar à coagulação de pequenos vasos sanguíneos, afetando os órgãos.

Se a infeção inicial envolver um abcesso, o risco de as bactérias se disseminarem na corrente sanguínea (bacteremia) é maior e, consequentemente, aumenta o risco de sépsis.

Embora seja raro, também os vírus, fungos e parasitas podem provocar sépsis.

A sépsis é uma emergência médica, sendo que os casos que evoluem para choque séptico têm uma taxa de mortalidade de até 50%, dependendo do tipo de bactéria envolvida e dos órgãos afetados.

De acordo com dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), que levaram à criação de uma Via Verde da Sépsis, a septicemia era considerada, em 2010, um problema grave de saúde pública, com taxas de morbilidade e mortalidade crescentes.

Ainda segundo a DGS, a sépsis era, à data, responsável, por cerca de 40% da mortalidade hospitalar, ou seja, três vezes superior à mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC).


frascos de colheita com urina

Principais causas e fatores de risco

A probabilidade de desenvolver sépsis aumenta quando haja:

  • Infeções pulmonares, como a pneumonia, por exemplo;
  • Infeções do trato urinário, dos intestinos, da pele e da cavidade oral;
  • Doenças crónicas, como diabetes, doenças pulmonares, doenças renais, distúrbios ao nível do sistema imunitário ou cancro.
  • Ter tido uma hospitalização anterior também constitui um dos fatores de risco. Na grande maioria das vezes, a sépsis é provocada por bactérias adquiridas em ambiente hospitalar, nomeadamente após uma cirurgia.

    Estão, ainda, em risco acrescido as crianças com menos de 1 ano e os adultos com mais de 65.


    senhora com um ventilador para tratamento da sépsis

    Sintomas e tratamento

    Estes são os sinais e sintomas que se podem manifestar durante um quadro de sépsis:

    • Febre;
    • Ritmo cardíaco acelerado;
    • Náuseas e vómitos;
    • Perda de apetite;
    • Sensibilidade à luz;
    • Dor ou desconforto extremo;
    • Sentir frio, nomeadamente nas mãos e nos pés;
    • Ficar apático, ansioso ou agitado;
    • Dificuldade em respirar ou respiração muito acelerada.

    Sem tratamento atempado e adequado, a septicemia pode conduzir rapidamente a danos nos tecidos e à falência dos órgãos e, consequentemente, à morte, pelo que é necessário procurar ajuda médica assim que surjam sintomas.

    Este problema implica hospitalização e, em muitos casos, internamento numa unidade de cuidados intensivos.

    O tratamento depende da causa da infeção, mas pode incluir antibióticos e controlo do fluxo sanguíneo para os órgãos. Muitas pessoas precisam de oxigenoterapia e fluídos intravenosos.

    Pode, ainda, ser necessário suporte renal, através de diálise, ou suporte respiratório, com um ventilador, embora seja raro recorrer a esta opção.


    Prevenção

    Prevenir a sépsis passa, desde logo, pela correta lavagem das mãos, durante cerca de 20 segundos, nas seguintes ocasiões:

    • Antes de comer;
    • Depois de usar a casa de banho;
    • Antes e depois de cuidar de uma pessoa doente;
    • Antes, durante e após a preparação de alimentos;
    • Depois de assoar o nariz, de espirrar ou de tossir;
    • Antes e depois de tratar uma ferida ou corte;
    • Após mudar as fraldas a uma criança ou a um adulto;
    • Após mexer no lixo.

    É igualmente essencial ter especial controlo sobre as doenças crónicas, tomar as vacinas recomendadas, fazer uma alimentação equilibrada e manter um peso saudável.

    Se tiver uma ferida, tenha cuidado com a limpeza e desinfeção dessa área até à cicatrização e, se perceber que a infeção está a piorar ou com dificuldade em curar, deve procurar ajuda médica.

    Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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