jovem deprimida

Suicídio e Jovens - Como identificar os principais sinais de risco

5 mins. leitura

Indíce
  1. 1. Principais Sinais
  2. 2. Promover a educação
  3. 3. As escolas junto dos jovens
  4. 4. Rede de Apoio
  5. 5. É possível prevenir?

O suicídio entre os jovens é uma preocupação crescente na nossa sociedade.

Identificar os sinais de risco é fundamental para intervir precocemente e oferecer o apoio necessário.

Neste artigo, abordaremos a importância de identificar os principais sinais de risco de suicídio em jovens para ajudar a prevenir esta trágica realidade.


Quais os principais sinais de relevância para prevenirmos esta tragédia?


Manifestação de Desesperança e Desamparo

A manifestação de desesperança e desamparo é um sinal de risco importante a ser observado.

Jovens que têm uma visão negativa do futuro e sentem que a vida não tem sentido podem estar mais propensos ao pensamento suicida e a alguma ambivalência entre o pensamento suicida ou apenas um pedido de ajuda.

É essencial prestar atenção a expressões de desesperança e desamparo associado a eventos stressantes e outros fatores de risco pois isso pode indicar um estado emocional vulnerável.


Alterações Marcantes no Comportamento

As alterações marcantes no comportamento podem ser indicadores ao nível do risco de suicídio em jovens.

Mudanças no apetite, sono e níveis de energia podem ser sinais de que algo se está a passar.

Além disso, o isolamento social e a perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas também são indicadores preocupantes de alguma instabilidade emocional

É fundamental estar atento em casa a estas mudanças e procurar compreender o que pode estar a causar este comportamento.


Jovem deprimido sentado

Expressão de Pensamentos ou Expressões Suicidas

A expressão direta de pensamentos ou expressões suicidas não devem ser ignoradas.

Comentários como "Não faz sentido viver" ou "queria que tudo acabasse" são sinais claros de que o jovem está a passar por um momento difícil que merece uma vigilância e prevenção constante.

Estas expressões devem ser levadas a sério e tratadas com cuidado, procurando o apoio necessário.


Transtornos Mentais como Fatores de Risco

Os transtornos mentais, como a depressão, transtornos de personalidade e o transtorno de ansiedade, estão associados a um maior risco de suicídio em jovens, bem como a dependência de substâncias ilícitas e álcool.

Sintomas persistentes de tristeza, irritabilidade e medo podem indicar a presença destes transtornos.

É fundamental que os pais e profissionais de saúde estejam atentos a estes sinais e possam oferecer um tratamento adequado ajudando a prevenir situações mais trágicas.


Comportamentos Autodestrutivos

Comportamentos autodestrutivos, como automutilação e abuso de substâncias, podem ser indicativos de um risco de suicídio em jovens.

Estas ações podem ser uma forma de lidar com a dor emocional intensa que estão a vivenciar.

É necessário abordar estes comportamentos de forma delicada e procurar ajuda profissional para entender as suas causas subjacentes e oferecer o suporte adequado junto de profissionais de saúde.


Grupo de apoio de jovens

Como abordar este comportamento e que ajuda oferecer junto dos jovens?


Estabelecer uma comunicação aberta e empática junto dos jovens

É fundamental agir prontamente ao identificar sinais de risco de suicídio em jovens.

Uma das formas mais eficazes de ajuda é estabelecer uma comunicação aberta e empática. Mostrar disponibilidade para ouvir sem julgamentos é essencial.

Permitir que o jovem se expresse livremente, sem interrupções, demonstra que ele está a ser ouvido e compreendido.

Além disso, oferecer apoio emocional e incentivar o diálogo é fundamental. É importante transmitir ao jovem que ele não está sozinho e que existem pessoas dispostas a ajudar.

A empatia é uma habilidade valiosa neste contexto, pois demonstra compreensão e compaixão pelos sentimentos e experiências do jovem.


Conhecer os recursos disponíveis

Ao lidar com a identificação de sinais de risco de suicídio em jovens, é essencial conhecer os recursos disponíveis para oferecer o suporte necessário.

Existem linhas telefónicas de apoio e serviços de saúde mental que podem ser acionados em momentos de crise.

É importante orientar o jovem sobre como recorrer a estes recursos, fornecendo informações precisas e contatos relevantes.

Além disso, é fundamental acompanhar o processo de procura por ajuda, garantindo que o jovem recebe o suporte necessário ao longo do caminho.

Conhecer os recursos disponíveis e saber como utilizá-los é crucial para agir prontamente e de maneira eficaz.


Jovem em grupo de apoio

O Papel das Escolas e Educadores

As escolas e os educadores desempenham um papel fundamental na prevenção do suicídio em jovens.

Capacitar os educadores para identificar sinais de risco e agir prontamente é uma estratégia importante.

Além disso, as escolas podem promover programas de saúde mental, como palestras e workshops, que abordem temas como prevenção do suicídio, promoção do bem-estar emocional e habilidades de coping.

Ao criar um ambiente seguro e acolhedor, as escolas podem desempenhar um papel ativo na prevenção e intervenção precoce em casos de risco de suicídio.


Promover a consciencialização e educação sobre este problema

A prevenção do suicídio em jovens requer esforços contínuos de consciencialização e educação.

Campanhas de prevenção do suicídio e saúde mental são fundamentais para disseminar informações relevantes e combater o estigma associado a essas questões.

É importante promover palestras, workshops e outras atividades educativas que abordem os sinais de risco, as formas de apoio e as estratégias de prevenção.

Ao fornecer informações precisas e baseadas em dados científicos é possível capacitar as pessoas a identificar sinais de alerta e a agir de maneira adequada prevenindo esta tragédia.


Criar uma rede de apoio

Uma rede de apoio sólida é essencial na prevenção do suicídio em jovens.

Envolver familiares, amigos e professores é crucial para garantir que o jovem tenha um suporte contínuo e eficaz.

O acompanhamento por profissionais de saúde especializados nesta área, nomeadamente psiquiatras e psicólogos, é de extrema importância para estabilização do quadro psíquico subjacente e para o seguimento.

Fortalecer os laços sociais e comunitários é uma estratégia eficaz para criar um ambiente de apoio e compreensão. Através do envolvimento de pessoas próximas, é possível fornecer um sistema de suporte emocional, encorajamento e acompanhamento.

A colaboração entre diferentes partes interessadas, como família, escola e profissionais de saúde, é fundamental para oferecer uma rede de apoio abrangente e multidisciplinar dando ao jovem as ferramentas necessárias para enfrentar os seus problemas.


Grupo de jovens divertido

É possível prevenir o suicídio nos jovens?

Ao adotar estas estratégias de identificação de sinais de risco e prevenção do suicídio em jovens, é possível agir prontamente e oferecer o suporte necessário.

Lembre-se de que a prevenção é um esforço coletivo que envolve a participação de toda a família e sociedade. Cada ação realizada para promover a saúde mental e prevenir o suicídio em jovens é valiosa e pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Nunca subestime o impacto positivo que pode ter ao se envolver nestas iniciativas e ao ajudar aqueles que estão a enfrentar dificuldades emocionais.

Estas estratégias e identificação de sinais podem salvar vidas, use-as!

Revisão de Médica Convidada:

Dr.ª Ana Torre

Fontes:

  • O'Connor, R. C., & Pirkis, J. (Eds.). (2019). The International Handbook of Suicide Prevention (2nd ed.). Chichester, UK: Wiley.
  • Bridge, J. A., Goldstein, T. R., & Brent, D. A. (Eds.). (2020). Suicide Among Gifted Children and Adolescents: Understanding the Suicidal Mind (2nd ed.). New York, NY: Routledge.
  • Joiner, T. E., Jr. (2005). Why People Die by Suicide. Cambridge, MA: Harvard University Press.
  • Mann, J. J., Waternaux, C., Haas, G. L., & Malone, K. M. (Eds.). (1999). Toward a Clinically Substantive Classification of Suicidal Behavior: Hopelessness, Suicide Ideation, and Psychache. Washington, DC: American Psychiatric Association.
  • King, R. A., Apter, A., & van Heeringen, K. (Eds.). (2019). International Handbook of Suicide Prevention: Research, Policy and Practice (2nd ed.). Chichester, UK: Wiley.

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