Trabalho de parto: tudo o que precisa de saber
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Índice
H1. Trabalho de parto: tudo o que precisa de saber
Tal como acontece com a gravidez, o início do trabalho de parto, os seus sinais e a sua duração variam de mulher para mulher. Na maioria das grávidas, este processo biológico tem início entre a 37.ª e a 42.ª semana de gestação.
As contrações que assinalam o início do nascimento do bebé podem surgir até duas semanas antes ou depois da data prevista para o parto, data que pode ser estimada à medida que o final da gravidez se aproxima.
A partir das 37 semanas, o médico analisa o colo do útero com o objetivo de ajudar a prever quando o parto poderá ocorrer.
H2. Fases do trabalho de parto
O trabalho de parto tem, em geral, uma duração entre 12 e 18 horas na primeira gravidez, sendo habitualmente mais curto nas gestações seguintes, com uma média de seis a oito horas.
Apesar de cada parto poder decorrer de forma diferente, as fases são sempre as mesmas e dividem-se em três momentos distintos: a dilatação (que inclui a fase latente e a fase ativa), o período expulsivo e a saída da placenta.
A seguir, explicamos cada uma destas fases.
H3. 1.ª fase: dilatação
Das três fases do parto, esta é geralmente a mais longa.
Quando as contrações são leves e irregulares, a grávida pode não reconhecer de imediato que o processo que conduz ao nascimento do bebé já teve início. Ainda assim, esta fase corresponde ao período em que ocorre a dilatação progressiva do colo do útero, até atingir a dilatação completa.
Fase latente do trabalho de parto
A fase latente caracteriza-se por contrações fortes e geralmente regulares, que ocorrem em intervalos de cinco a 20 minutos. Durante este período, o colo do útero dilata habitualmente até cerca de três a quatro centímetros.
Regra geral, a fase latente é a mais longa e a menos intensa do trabalho de parto, sendo o seu início difícil de prever. Pode prolongar-se por várias horas ou, em alguns casos, até dois dias.
A avaliação da dilatação é feita pelo médico através de exames pélvicos.
Fase ativa do trabalho de parto
Na fase ativa, o colo do útero dilata de quatro até cerca de 10 centímetros, com uma progressão média de aproximadamente um centímetro por hora.
As contrações tornam-se mais intensas, prolongadas e frequentes, ocorrendo, em regra, em intervalos de três a quatro minutos.
Comparativamente à fase latente, a fase ativa é geralmente mais curta. Pode durar entre quatro e oito horas, ou mais, consoante a evolução do trabalho de parto.
H3. 2.ª fase: período expulsivo
No parto, a fase expulsiva tem início quando o colo do útero atinge a dilatação completa e termina com o nascimento do bebé.
Durante esta fase, ao fazer força, a grávida empurra ativamente o bebé através do canal vaginal, até que a cabeça fique visível.
Regra geral, o período expulsivo é mais curto do que a fase de dilatação, podendo durar entre 30 minutos e três horas, especialmente na primeira gravidez.
H3. 3.ª fase: saída da placenta
Após o nascimento do bebé, inicia-se a terceira e última fase do parto, que consiste na expulsão da placenta do útero através da vagina. Este processo pode demorar até 30 minutos.
H2. Sinais do trabalho de parto
Numa primeira gravidez, é comum confundir outros sintomas ou contrações irregulares de treino - conhecidas como contrações de Braxton Hicks - com o verdadeiro trabalho de parto.
No entanto, este processo biológico segue um padrão bem definido e progressivo. O principal sinal é a presença de contrações regulares que, ao longo do tempo, se tornam cada vez mais intensas, prolongadas e frequentes.
Além das contrações regulares, os sinais de trabalho de parto mais comuns incluem:
Saída do rolhão mucoso;
Vontade de evacuar (causada pela pressão da cabeça do bebé sobre o intestino);
Aumento do corrimento vaginal (ocorre quando o colo do útero começa a dilatar-se e pode ocorrer vários dias antes do parto ou logo após o início do processo);
Dor ou pressão na parte frontal da pélvis ou no reto;
Rutura da bolsa amniótica (geralmente, o parto começa poucas horas depois de rebentarem as águas).
H2. Possíveis complicações
Cada gravidez e respetivo parto são únicos e, caso surjam complicações, os profissionais de saúde podem prestar apoio através da monitorização da grávida em trabalho de parto e da intervenção adequada, sempre que necessário.
As complicações mais comuns incluem:
Frequência cardíaca anómala do bebé;
Trabalho de parto que não progride (se esta situação ocorrer, pode ser necessário passar para uma cesariana ou tomar medicamentos para aumentar as contrações e acelerar o parto);
Problemas com o cordão umbilical;
Sangramento excessivo;
Distocia de ombros (quando o ombro do bebé fica preso depois da cabeça sair);
Lesões perineais;
Asfixia perinatal (o feto não recebe oxigénio suficiente no útero ou o bebé não recebe oxigénio suficiente durante o parto ou logo após o nascimento).
H2. Perguntas mais frequentes
H3. Como saber se está a dilatar?
Quando o colo do útero atinge cerca de quatro centímetros de dilatação, as contrações tornam-se mais fortes e regulares.
A presença de contrações constantes indica que o colo do útero está a dilatar-se, permitindo a progressão do bebé para o canal do parto.
O aumento do corrimento vaginal, um dos sinais mais frequentes do trabalho de parto, pode também indicar o início da dilatação do colo do útero, surgindo por vezes alguns dias antes ou já depois do início do parto.
H3. Quando deve ser dada a epidural?
O cateter de epidural pode ser colocado desde o início do trabalho de parto, para administração de fármacos que aliviam a dor. Fazem com que perca a sensibilidade na parte inferior do corpo enquanto permanece acordada.
H3. O que fazer quando rebentam as águas?
Um dos sinais de início do trabalho de parto é a rutura da bolsa de águas, embora também possa ocorrer antes de as contrações começarem.
Ou seja, independentemente de a grávida sentir ou não contrações, o rompimento da bolsa é um sinal para iniciar os preparativos e dirigir-se ao hospital.
Caso o trabalho de parto não comece nas 24 horas seguintes, o parto é geralmente induzido em ambiente hospitalar, uma vez que a ausência de líquido amniótico aumenta o risco de infeção para o bebé.
H3. Como são as contrações do trabalho de parto?
Para algumas mulheres, as contrações do parto podem ser semelhantes a dores menstruais intensas. À medida que o trabalho de parto progride, tornam-se mais longas, mais fortes e mais frequentes. Ao promoverem a dilatação do colo do útero, preparam a passagem do bebé pelo canal do parto.
No final da gravidez, as contrações de Braxton Hicks ajudam a preparar o corpo para o parto. No entanto, são geralmente indolores, irregulares e pouco frequentes, o que as distingue das contrações que assinalam o início do trabalho de parto.
H3. Em que circunstâncias deve o trabalho de parto ser induzido?
Em alguns casos, o parto é induzido ou estimulado, sendo que os motivos variam. Os mais comuns incluem:
Data prevista para o parto ultrapassada;
Diagnóstico de restrição de crescimento do feto;
Risco de vida para a mãe ou para o feto devido a complicações;
Diagnóstico de pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou tensão alta crónica na mãe.
O parto pode ser induzido por administração de medicamentos por via intravenosa ou rutura artificial da bolsa amniótica.