mulher com desconforto vaginal

O que significam as cores do corrimento vaginal?

4 mins. leitura

Indíce
  1. 1. O que é?
  2. 2. O que significam as alterações?
  3. 3. Corrimento Vaginal Anormal
  4. 4. Cuidados e Tratamento

Costuma estar atenta ao seu corrimento vaginal? A secreção vaginal normal não é impura nem prejudicial à saúde. É uma maneira natural de o corpo feminino descartar fluídos e células velhas.

Contudo, quando ocorrem alterações no volume, na cor, no cheiro ou quando existe comichão e desconforto, pode ser sinal de infeção. Conheça algumas das causas prováveis.


O que é o corrimento vaginal?

O corrimento vaginal é uma secreção da vagina, formada por células provenientes do colo do útero, bactérias, muco e água, sendo fisiológico no que diz respeito à regulação e normal funcionamento do trato genital inferior.

Geralmente, é branco ou transparente, não tem cheiro e a sua consistência varia, por exemplo, em função da fase do ciclo menstrual. Durante a ovulação, é mais abundante e viscoso, enquanto no final da menstruação fica mais escuro.

Como é ácido, tem uma função protetora, defendendo o corpo de microorganismos causadores de doenças e não permitindo que as bactérias se desenvolvam.

A gravidez, a menopausa, a atividade sexual, a ingestão de alguns antibióticos e a utilização de alguns produtos de higiene estão entre os fatores que influenciam o corrimento.

Se existirem alterações no corrimento, pode ser sinónimo de problemas do foro sexual e reprodutivo. Algumas vezes, estas doenças ou condições podem afetar o parceiro sexual.


O que significam as alterações no corrimento vaginal?

As alterações no corrimento vaginal chamam-se vaginites e têm origem infeciosa (causada por bactérias, fungos ou parasitas) ou não infeciosa. Neste último caso, pode ser motivada por desequilíbrio no sistema vulvo-vaginal, uso de antibióticos ou demais medicamentos específicos, alergias ou irritações – devidas, por exemplo, ao látex dos preservativos – ou a mudanças no tecido vaginal, que se torna mais sensível, fino e seco.

Assim, se o corrimento vaginal tem alterações de quantidade (volume), cor ou cheiro e sente comichão e desconforto vaginal, pode ter uma vaginite. O sangramento entre períodos menstruais ou depois do ato sexual, dores ao urinar ou na região pélvica são outros sintomas comuns.


mulher sente dor ao urinar

Corrimento vaginal anormal: o que pode ser?

Há várias causas para as vaginites e mudanças no corrimento vaginal, sendo que quase todas exigem cuidados médicos ou, pelo menos, alguma medicação.


Candidíase

A candidíase é causada por um fungo. Um dos sintomas é o corrimento vaginal branco, grumoso e espesso (tipo requeijão), inodoro, que forma placas que aderem às paredes vaginais.

Comichão intensa, ardor na vagina e ao urinar e dor durante as relações sexuais são outros sintomas desta infeção, que também afeta os homens.


Vaginose bacteriana

Embora quase metade das mulheres não tenha sintomas da vaginose bacteriana, esta manifesta-se por alterações no corrimento vaginal, que se torna mais abundante, com uma cor acinzentada ou amarela e com um cheiro desagradável (semelhante a peixe).

A comichão e as dores durante as relações sexuais são outros sintomas desta condição.


Tricomoníase

A tricomoníase é uma infeção transmitida por via sexual, causada por um protozoário flagelado, a Trichomonas vaginalis. Um dos sintomas é a alteração do corrimento vaginal, que se torna espumoso ou amarelo-esverdeado. A vermelhidão na vagina, secreção vaginal com pus, dor abdominal ou nas relações sexuais, irritação e ardência ao urinar são outros sintomas.

Os sintomas costumam agravar-se durante a menstruação e nas relações sexuais.


Clamídia

As alterações no corrimento vaginal também ocorrem quando se tem clamídia, uma infeção sexualmente transmissível causada por uma bactéria. Neste caso, o corrimento torna-se espesso, amarelado e com alterações no cheiro.

Entre os sintomas da clamídia estão, também, dor ou ardência ao urinar, aumento do número de vezes que se vai urinar, dores abdominais ou pélvicas, dores durante o ato sexual ou sangramento vaginal entre menstruações ou após as relações sexuais.


Cervicite

Embora 40% a 60% das mulheres não tenham sintomas de cervicite (inflamação do colo do útero), a alteração no corrimento vaginal, que, por vezes, se torna amarelado, é um dos sinais. O sangramento fora do período menstrual e após as relações sexuais também é uma manifestação comum.


Gonorreia

A gonorreia é uma infeção sexualmente transmissível, que, além de dor e ardência ao urinar, também causa mudanças no corrimento vaginal, que se torna abundante, de uma cor diferente do habitual e com algum cheiro.

O sangramento entre períodos menstruais e a dor durante as relações sexuais são outros sintomas associados a este problema.


mulher a tomar banho

Cuidados e tratamento

Há alguns cuidados simples que podem ajudar a aliviar os sintomas do corrimento vaginal, nomeadamente:

  • Não usar pensos diários durante muito tempo, porque podem causar irritação;
  • Lavar todos os dias sem sabonete ou, se o sabonete for necessário, usar um que seja neutro e hipoalergénico (como sabonete de glicerina). Enxaguar e secar completamente;
  • Não lavar dentro da vagina: o chamado duche vaginal pode perturbar o equilíbrio natural dos organismos e causar infeção;
  • Não usar produtos de higiene íntima perfumados;
  • Não usar papel higiénico e papel humedecido perfumados;
  • Evitar usar roupas íntimas apertadas, collants, fatos de banho ou roupas suadas por longos períodos;
  • Limpar a vagina de frente para trás, para evitar que as bactérias do reto entrem na vagina;
  • Colocar compressas de gelo na região genital ou tomar um banho de assento morno pode reduzir a dor e a comichão.

Se os sintomas forem entre moderados a intensos ou não responderem às medidas básicas, talvez seja preciso tomar medicamentos. Por exemplo, um creme à base de corticosteroides, como hidrocortisona. Às vezes, anti-histamínicos tomados por via oral podem atenuar o prurido.

Caso seja diagnosticada uma infeção vaginal, como vaginose bacteriana, candidíase ou tricomoníase, são necessários antibióticos ou medicamentos antimicóticos (por via oral ou inseridos na vagina).

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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