mãos de homem com vitiligo

Vitiligo: conheça melhor esta doença de pele

3 mins. leitura

Indíce
  1. 1. O que é?
  2. 2. Quais as causas?
  3. 3. Há tratamento?
  4. 4. Quais os cuidados?

Estima-se que o vitiligo afete cerca de 2% da população mundial, sendo a sua prevalência semelhante entre homens e mulheres. Ainda que sem influência na esperança média de vida, é uma doença que exige mais cuidados com a pele.

Embora a causa seja desconhecida, esta patologia tem vindo a ser associada a doenças autoimunes como, por exemplo, tiroide, artrite reumatoide, diabetes ou doenças de origem genética.

Trata-se de um doença de pele, crónica, que se carateriza pelo aparecimento de áreas despigmentadas na pele, ou seja, manchas brancas em virtude da despigmentação da pele nas áreas afetadas, por ausência de melanócitos. Estas áreas são mais sensíveis à exposição ao sol e, por isso, devem ser protegidas para evitar queimaduras solares.

Continue a ler e saiba o que é esta doença, quais as possíveis causas, tratamento, prevenção e cuidados a ter.


mulher com vitiligo no rosto

O que é esta doença?

É uma doença de pele cujo sintoma é o aparecimento de manchas brancas, bem delimitadas, devido à perda seletiva dos melanócitos da pele.

Os melanócitos são as células que produzem a melanina, ou seja, o pigmento responsável pela cor da pele.

As manchas brancas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais frequentes na face, dedos, dorso das mãos, cotovelos, joelhos, axilas, região genital, umbigo e mamilos. O cabelo e as sobrancelhas também podem ficar brancas se estiverem numa região do corpo afetada.

As manchas podem variar em termos de extensão e distribuição. As formas mais comuns do vitiligo são:

  • Focal: apenas uma ou duas áreas do corpo são afetadas pela despigmentação;
  • Vulgar: presença de manchas espalhadas pelo corpo, sendo esta a forma mais frequente;
  • Segmentar: afeta apenas uma parte ou segmento do corpo e, por norma, surge em idades mais jovens.

Quais as possíveis causas?

A causa do vitiligo não é clara, embora se acredite que seja uma doença autoimune e que o sistema imunológico ataca as células que formam o pigmento.

Sabe-se que esta doença pode ser desencadeada por fatores genéticos e ambientais que desencadeiam uma resposta autoimune que destrói os melanócitos. Stress emocional, exposição solar intensa, exposição a químicos tóxicos, entre outros, são também fatores que desencadeiam esta doença.


É possível prevenir o vitiligo?

Como não há uma causa conhecida, não é possível prevenir o aparecimento da doença. No entanto, é aconselhada a prevenção das complicações através da utilização de protetores-solares nas manchas e evitar lesões na pele sem pigmento, pois poderá aumentar o tamanho da zona afetada.


mulher com vitiligo a colocar creme nas pernas

Há tratamento para esta doença?

A evolução do vitiligo é imprevisível e na maior parte dos casos é progressiva. Não há cura para a doença, mas têm sido testados alguns tratamentos para repigmentar as zonas afetadas. No entanto, estes tratamentos que têm uma duração longa, nem sempre são eficazes e podem reverter a situação.

Esses tratamentos incluem a aplicação tópica de corticóides, fototerapia e, em situações estabilizadas, cirurgia com micro-enxerto.

Convém lembrar que cada caso é um caso e só um dermatologista poderá avaliar qual a melhor opção de tratamento. Há doentes que se queixam de comichão nas manchas e o especialista também poderá ajudar nesta situação.

Embora não cause dor e não seja fisicamente incapacitante, esta doença, por razões estéticas, tem um forte impacto psicológico, nomeadamente ao nível da autoestima e confiança, sendo por isso aconselhável o acompanhamento psicológico profissional.

Também é aconselhado praticar um estilo de vida saudável, essencial para o reforço do sistema imunitário.


mulher com vitiligo a desmaquilhar-se

Vitiligo e os cuidados com o sol

Cancro da pele e queimaduras solares são riscos sérios para quem tem vitiligo. Pois quando a pele é exposta ao sol, produz melanina para proteção e, nesta condição, não há produção suficiente.

É por isso importante evitar a exposição direta ao sol ou aplicar um protetor solar, de preferência com fator de proteção solar 30 ou mais, para proteger a pele de queimaduras e danos a longo prazo.

Os solários também devem ser evitados. É possível recorrer a autobronzeadores para disfarçar as manchas, mas deve ser consultado um dermatologista primeiro.

Em relação à vitamina D, é possível existir a carência desta vitamina por exposição solar insuficiente e neste caso, o médico assistente pode aconselhar a sua suplementação.

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