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Peeling: será este o segredo para uma pele jovem?

7 mins. leitura

Índice

  1. 1. O que é um peeling?
  2. 2. Qual é o objetivo do peeling?
  3. 3. Tipos de peelings
  4. 4. Quais os benefícios?
  5. 5. Cuidados após o peeling: o que fazer e evitar

Com o passar dos anos, é natural que a pele perca luminosidade, firmeza e uniformidade. As rugas tornam-se mais visíveis, podem surgir manchas e certas marcas são difíceis de disfarçar.

Por isso, há quem recorra ao peeling para recuperar a aparência jovem e saudável da pele.

Este tratamento consiste na aplicação controlada de uma substância química que remove as camadas superficiais da pele, estimulando a regeneração celular. Existem diferentes peelings, cada um com indicações específicas consoante o tipo de pele e o resultado pretendido.

Mas será este procedimento o segredo para uma pele mais jovem? E será indicado para todas as pessoas? Continue a ler e saiba como funciona, quais os benefícios, riscos e que cuidados ter antes e depois do tratamento.

O que é um peeling?

É um tratamento estético não cirúrgico que promove a renovação da pele através da remoção controlada das suas camadas mais superficiais.

O termo vem do inglês “to peel”, que significa “descamar”, e traduz exatamente o processo de esfoliação química que estimula a regeneração celular e a produção de colagénio.

Um dos procedimentos mais procurados é o peeling facial, mas também pode ser realizado no pescoço, mãos ou noutras áreas do corpo, dependendo da necessidade estética e da recomendação médica.

Indicado para reduzir rugas finas, manchas, cicatrizes de acne e uniformizar o tom e textura cutânea, o peeling pode ser feito isoladamente ou em combinação com outros tratamentos estéticos, dependendo do estado da pele e dos objetivos individuais.

Qual é o objetivo do peeling?

O principal objetivo é melhorar a aparência e a textura da pele, promovendo uma renovação celular acelerada. Este processo contribui para:

  • Reduzir rugas finas e linhas de expressão, sobretudo as causadas pelo envelhecimento, fatores hereditários e exposição solar;

  • Diminuir manchas e hiperpigmentações, como melasma, manchas da idade, manchas hepáticas e sardas;

  • Ajudar no tratamento de acne;

  • Atenuar cicatrizes de acne e pequenas irregularidades na superfície da pele;

  • Diminuir lesões pré-malignas como as queratoses actínicas;

  • Estimular a produção de colagénio e elastina, proteínas essenciais para a firmeza e elasticidade cutânea;

  • Uniformizar o tom da pele, conferindo-lhe um aspeto mais jovem e saudável.

Tipos de peelings

Os peelings podem ser classificados conforme o agente utilizado e a profundidade da ação.

A escolha do tipo de peeling depende do estado da pele, objetivos estéticos e profundidade pretendida, fatores que devem ser avaliados por um dermatologista ou cirurgião plástico.

Peeling superficial

Também conhecido como peeling leve, utiliza substâncias como ácido glicólico, ácido láctico ou ácido salicílico.

Atua apenas na camada mais externa da pele (epiderme), sendo indicado para tratar pequenas manchas, rugas finas e acne ligeira. Este procedimento não substitui terapias padrão para acne inflamatória de moderada a grave.

É um procedimento rápido, com pouco tempo de recuperação, sendo comum alguma vermelhidão ou descamação leve nos dias seguintes.

Pode ser repetido a cada duas a cinco semanas até que sejam alcançados os resultados desejados.

Peeling médio

Este tipo atinge camadas mais profundas da pele, removendo células da epiderme e da parte superior da derme.

É utilizado ácido tricloroacético (TCA), motivo pelo qual é muitas vezes designado por peeling tricloroacético.

O peeling médio é eficaz no tratamento de rugas moderadas, cicatrizes de acne e manchas solares mais evidentes. Após a aplicação, ocorre descamação mais intensa, que pode durar até duas semanas.

Podem ser repetidos peelings adicionais em intervalos de 6 a 12 meses, se necessário, para manter os resultados.

Peeling profundo

O peeling de fenol é o mais conhecido desta categoria. Atua nas camadas mais profundas da derme e promove uma renovação cutânea intensa, capaz de suavizar rugas profundas e danos solares severos.

Se realizado no rosto, deve ser feito somente uma vez na vida.

Quais os benefícios?

Os benefícios de um peeling facial ou corporal são visíveis tanto a curto como a longo prazo:

  • Melhoria da textura da pele, tornando-se mais lisa, suave e uniforme;

  • Redução de manchas e hiperpigmentação, especialmente com peelings médios e profundos;

  • Ativação da circulação e oxigenação cutânea;

  • Melhor absorção de cosméticos, já que a remoção de células mortas facilita a penetração de produtos de cuidados diários;

  • Estímulo da renovação celular e aumento da produção de colagénio, contribuindo para um aspeto rejuvenescido.

Contudo, é importante destacar que os resultados variam consoante o tipo de procedimento e o estado inicial da pele. Além disso, o peeling é especialmente eficaz quando integrado num plano de cuidados de pele contínuo, com hidratação e proteção solar adequadas.

 

dermatologista aplica creme em paciente

Como preparar a pele antes de um peeling?

Antes de realizar o procedimento, é essencial uma avaliação médica detalhada. O médico irá analisar o tipo de pele, histórico clínico e possíveis contraindicações, como gravidez, infeções cutâneas ou uso recente de isotretinoína.

A preparação pode incluir:

  • Uso de cremes com ácido retinoico ou despigmentantes, para uniformizar a pele antes do procedimento;

  • Se prescrito antibiótico oral ou medicamento antiviral, começar a tomar pelo menos 24 horas antes do procedimento;

  • A área onde vai ser realizado o peeling deve estar livre de feridas abertas, lesões ou infeções de pele;

  • Evitar exposição solar direta, solário ou autobronzeadores nas semanas anteriores;

  • Suspender medicamentos como isotretinoína, conforme indicação médica;

  • Manter hidratação diária com produtos suaves e sem álcool para otimizar o resultado e reduzir o risco de irritação.

 

Como se processa o peeling químico?

Durante o peeling químico, a pele é limpa cuidadosamente e o produto químico escolhido é aplicado por um profissional qualificado.

O tempo de contacto depende da substância e da profundidade pretendida:

  • No peeling superficial, o produto permanece alguns minutos e pode causar uma leve sensação de ardor;

  • No peeling médio, é normal sentir um calor ou picadas intensas. A neutralização é feita logo após o tempo de ação indicado;

  • No peeling profundo, o fenol é aplicado em secções, sendo necessária monitorização durante o processo devido à sua potencial toxicidade. São colocadas ligaduras na área tratada, que são removidas após alguns dias.

Após a remoção da solução, a pele é tratada com compressas frias, pomadas cicatrizantes e protetor solar.

 

mulher com pele a escamar devido a peeling

 

Cuidados após o peeling: o que fazer e evitar

A fase de recuperação é determinante para o sucesso do procedimento, sendo aconselhados os seguintes cuidados:

  • Evitar a exposição solar direta durante várias semanas;

  • Usar protetor solar com elevado fator de proteção (FPS 50 ou superior);

  • Manter a pele hidratada com cremes recomendados pelo dermatologista;

  • Não remover manualmente as peles descamadas, pois isso pode causar cicatrizes;

  • Evitar maquilhagem e produtos agressivos até a pele estar completamente recuperada.

 

Nos dias seguintes, é normal que a pele descame visivelmente. A duração desse processo depende da profundidade do peeling:

  • No peeling superficial, a descamação/eritema leve dura de 3 a 7 dias;

  • No peeling médio, a reepitelização pode durar entre 7 e 14 dias, enquanto o eritema pode persistir algumas semanas;

  • No peeling de fenol, a reepitelização pode durar de 14 a 21 dias, enquanto o eritema e a sensibilidade podem persistir por semanas a meses.

Durante este período, é fundamental proteger a pele do sol e evitar coçar ou esfoliar a área tratada, uma vez que há risco de infeção.

Fatores de risco e contraindicações

Embora este seja considerado um procedimento seguro quando realizado por profissionais experientes, pode apresentar alguns riscos e efeitos adversos que devem ser conhecidos:

  • Vermelhidão e irritação prolongadas;

  • Alterações na pigmentação da pele, com hiperpigmentação (manchas escuras) ou hipopigmentação (manchas claras);

  • Formação de crostas ou cicatrizes;

  • Reativação de herpes labial;

  • Infeções bacterianas ou fúngicas (raras);

  • Danos cardíacos, renais ou hepáticos, em caso de peeling com fenol.

Pessoas com histórico de queloides, doenças cardíacas ou cutâneas crónicas, como eczema, psoríase ou rosácea, devem evitar peelings médios e profundos. O peeling de fenol, em particular, não é indicado para peles escuras, já que pode causar descoloração permanente.

O médico pode, assim, desaconselhar a realização de peelings químicos, ou determinados tipos em particular, se a pessoa:

  • Tomou isotretinoína oral (para tratamento de acne) nos últimos seis meses;

  • Tem antecedentes pessoais ou familiares de queloides;

  • Está grávida;

  • Sofre de surtos frequentes ou graves de herpes labial.

Peeling químico antes e depois: o que esperar?

Os resultados do peeling químico variam, mas geralmente incluem melhoria da textura, luminosidade e uniformidade da pele. Após a recuperação, o rosto apresenta um aspeto mais fresco, firme e rejuvenescido.

No entanto, a manutenção dos resultados depende de cuidados regulares, como proteção solar diária, hidratação e uma rotina de cuidados adequada.

Muitos profissionais recomendam várias sessões de peelings superficiais ao longo do ano, em vez de um único tratamento profundo, especialmente para quem pretende resultados graduais e menos tempo de recuperação.

Peeling: fazer ou não fazer?

O peeling é um dos procedimentos estéticos mais antigos e eficazes para renovar a pele e combater os sinais do envelhecimento. Contudo, é fundamental ser realizado por um profissional qualificado, em ambiente controlado e com acompanhamento adequado.

Nem todos os tipos de pele ou condições clínicas são compatíveis com o tratamento e, por isso, é essencial consultar um dermatologista antes de decidir.

Se for feito com segurança e sob orientação médica, o peeling pode ser uma excelente opção para quem procura uma pele mais jovem, lisa e luminosa, mas deve ser encarado como parte de um cuidado contínuo e responsável com a saúde da pele.

Aviso: O Blog Mais Saúde é um espaço meramente informativo. A Medicare recomenda sempre a consulta de um profissional de saúde para diagnóstico ou tratamento, não devendo nunca este Blog ser considerado substituto de diagnóstico médico.

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