doutora e doente com cancro a sorrir

Os 7 principais sintomas de cancro do ovário

5 mins. leitura

Indíce
  1. 1. Fatores de risco
  2. 2. Os 7 Sintomas
  3. 3. Tratamento e prevenção

O cancro do ovário, embora pouco frequente, é dos tumores malignos específicos da mulher com maior taxa de mortalidade. O sucesso do seu tratamento depende de um diagnóstico precoce e, por isso, é importante reconhecer os sintomas.

Ainda que possam, por vezes, passar despercebidos ou associados a outras causas, os sintomas em estádios iniciais passam de assintomáticos até sintomas como obstipação, dor abdominal e/ou pélvica, sangramento vaginal, distensão abdominal, diarreia ou sensação de cansaço generalizado, entre outros.

Qualquer mulher com ovários pode ser afetada por este cancro, mas atinge principalmente mulheres acima dos 50 anos de idade. No entanto, além da idade, o histórico de cancro de ovário, mama ou útero na família é também um fator de risco.

Segundo dados da Globocan - o observatório da Agência Internacional para a Pesquisa sobre Cancro - foram estimados, em Portugal, 561 novos casos de cancro do ovário em 2020. É o 7.º tipo de cancro mais comum entre mulheres e a 5.ª causa de morte por doença oncológica em mulheres.

A taxa de mortalidade elevada deve-se a diagnósticos tardios por se manifestar de forma silenciosa e com sintomas inespecíficos.

Saiba mais sobre os sintomas e fatores de risco associados a este tipo de cancro.


mulher a abraçar carinhosamente doente com cancro

Cancro do ovário: o que é, quais os fatores de risco e sintomas

Que tipo de cancro é este?

Designam-se de cancro do ovário os tumores malignos com origem nos ovários ou metástases originárias de outros cancros.

A origem do cancro de ovário corresponde ao epitélio da superfície do ovário, nas células germinativas, que dão origem aos óvulos, ou da porção mais externa das trompas de Falópio.


Quais os fatores de risco para o cancro do ovário?

Ainda que não se conheça propriamente a causa para este tipo de cancro, existem vários fatores de risco que já foram identificados. Porém, a presença destes fatores de risco nem sempre significa que se vai desenvolver a doença.

É importante que fale com o seu médico assistente sobre isso. O contrário também é possível, ou seja, uma mulher pode ser diagnosticada sem ter fatores de risco conhecidos.

Entre os fatores de risco conhecidos incluem-se:

  • Idade: a incidência aumenta com o avançar da idade, é um cancro frequente em mulheres com mais de 50 anos, após a menopausa;
  • Histórico familiar: o risco é maior quando há alguém na família que já teve cancro do ovário. No entanto, outros tipos de cancro como cancro da mama, cancro do colo do útero e cancro colorretal também estão relacionados com o aumento do risco;
  • História reprodutiva e fatores endócrinos: há um risco aumentado em mulheres que nunca tiveram uma gravidez de termo ou que tiveram dificuldades em engravidar. O mesmo se verifica em mulheres que sofram de endometriose ou síndrome do ovário poliquístico;
  • Fatores ambientais: a utilização de pó talco na zona perineal, bem como a exposição ao amianto têm sido associados a um aumento de risco de cancro do ovário. O tabagismo, ainda que não relacionado diretamente, também tem alguma influência;
  • Obesidade: o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver este tipo de cancro;
  • Raça caucasiana;
  • Herança de mutações genéticas associadas.

doutora a fazer exame abdominal a mulher

Quais são os sintomas? Conheça os 7 principais

Os primeiros sinais podem ser inexistentes ou inespecíficos e, por isso, fáceis de ignorar. Esta é a razão principal para o cancro do ovário ser descoberto já só em estádios avançados.

Podemos destacar, na fase inicial, sete principais sintomas:

  1. Inchaço abdominal, pressão e dor;
  2. Enfartamento após as refeições;
  3. Náuseas;
  4. Dificuldade em comer;
  5. Diarreia ou prisão de ventre;
  6. Alterações no ciclo menstrual ou sangramento vaginal pós menopausa;
  7. Necessidade frequente e urgente de urinar.

Num estado mais avançado, podem verificar-se sintomas como fadiga, fraqueza muscular, perda de peso sem razão aparente, dor nas costas, aumento do volume abdominal devido ao crescimento do tumor, relações sexuais dolorosas, sangramento vaginal, entre outros.

Caso exista derrame pleural ou metastização pulmonar, pode sentir falta de ar.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Oncologia, os tumores primários do ovário, na sua grande maioria, dividem-se em 3 grandes grupos: Epiteliais, Tumores dos cordões sexuais e do Estroma ovárico e os Tumores de células germinativas.

Quanto aos epiteliais, há quatro subtipos principais:

  • Carcinoma Seroso;
  • Carcinoma Mucinoso;
  • Carcinoma Endometrioide;
  • Carcinoma de Células Claras.

mulher com dores abdominais

Cancro do ovário: tratamento e prevenção

O tratamento vai depender da fase - inicial ou mais avançada - em que está o cancro. O tratamento deverá ser pensado por equipas experientes em ginecologia oncológica que vão analisar o avanço do tumor e avaliar o doente, tendo em conta fatores de risco como a idade e outras doenças.

O tratamento envolve, normalmente, uma combinação de cirurgia e quimioterapia. As opções de tratamento são:

  • Cirurgia: esta é a primeira opção para os estádios iniciais. A cirurgia tem por objetivo remover a totalidade do tumor ou a maior parte. Neste último caso, há o recurso à quimioterapia depois da cirurgia;
  • Quimioterapia sistémica: quando não é possível remover o tumor através de cirurgia, é utilizada a quimioterapia para reduzir o tumor de forma a ser operável;
  • Terapia dirigida: esta opção tem como finalidade a mesma que a anterior, a quimioterapia.

Em relação à prevenção, não é conhecida nenhuma forma de prevenir o cancro do ovário, nem está formalmente indicado o rastreio sistemático, exceto em casos em que há mutações genéticas ou histórico familiar conhecido.

No entanto, existem fatores que demonstram diminuir o risco de desenvolver a doença que incluem:

  • O uso de pílulas anticoncecionais durante cinco ou mais anos;
  • Ter feito uma laqueação de trompas, ter removido ambos os ovários ou ter sido submetida a uma histerectomia, na qual o útero é removido (no caso de pacientes com mutações genéticas ou síndromes como a de Lynch II, é recomendável a retirada dos ovários como prevenção do cancro de ovário, devendo cada caso ser avaliado individualmente);
  • Há estudos que sugerem que as mulheres que amamentam por um ano ou mais podem ter o risco reduzido;
  • Ter tido uma gravidez de termo.

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